O ex-prefeito de Patos de Minas e atual candidato a vice-governador na chapa do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), Luís Eduardo Falcão, declarou nesta sexta-feira (7), em coletiva de imprensa, que o presidente do seu partido, Marcos Pereira, demonstrou sensibilidade à vontade do eleitorado mineiro ao autorizar a candidatura do parlamentar ao governo de Minas Gerais.
Durante a entrevista, Falcão destacou a trajetória de Marcos Pereira, ressaltando que o dirigente do partido possui uma história marcada por desafios e vitórias, o que, na sua avaliação, aproxima-o da população. Segundo o candidato, a experiência de vida de Pereira, que enfrentou dificuldades e conquistou sucessos, contribui para que ele compreenda melhor as manifestações populares e as demandas do eleitor mineiro. “Ele se sensibilizou com a vontade do povo mineiro”, afirmou Falcão, reforçando a percepção de que a decisão de apoiar a candidatura de Cleitinho foi motivada por esse entendimento.
Falcão também reforçou seu compromisso com uma gestão voltada aos municípios, prometendo uma administração que priorize o interior do estado. Ele afirmou que é possível oferecer melhorias reais para a população mineira por meio de um trabalho dedicado, com presença constante nos municípios, não apenas em períodos eleitorais. Para ele, a mudança na política deve acontecer com ações concretas no dia a dia do cidadão, sobretudo na saúde pública e na segurança, áreas que, segundo ele, ainda enfrentam desafios significativos.
A declaração de Falcão ocorre em meio a uma crise interna envolvendo a candidatura de Cleitinho Azevedo. O parlamentar mineiro passou meses adiando sua decisão de disputar ou não o Palácio Tiradentes e, recentemente, anunciou sua intenção de concorrer ao governo em um pronunciamento realizado na mesma praça onde participou da coletiva. Contudo, pouco tempo depois, Cleitinho apareceu em um vídeo divulgado pelo partido, no qual, emocionado, afirmou que desistia da candidatura ao cargo máximo do Executivo mineiro, alegando que não disputaria a eleição ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e do presidente estadual, deputado federal Euclydes Pettersen.
Apesar do anúncio de desistência, menos de 24 horas após o vídeo, Cleitinho voltou a discursar na convenção nacional do partido, pedindo apoio novamente à sua candidatura. Essa reviravolta levou o partido a registrar, até o prazo limite de 15 de agosto para o registro das chapas na Justiça Eleitoral, que manteria a candidatura de Cleitinho ao governo de Minas. Entretanto, Marcos Pereira, em coletiva após a convenção, descartou a possibilidade de reconsiderar a decisão, afirmando que a questão está encerrada e que o tema é “página virada”.
A postura do presidente do partido foi respaldada por lideranças do PL e do próprio Republicanos, que passaram a defender a candidatura de Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), ao governo do estado. O partido também anunciou, em ata, a intenção de lançar uma candidatura própria ao cargo, sem, contudo, indicar um nome de liderança definitiva.
No cenário político mineiro, a disputa pelo Palácio Tiradentes permanece acirrada, com o PL, principal base de apoio de Cleitinho Azevedo, apoiando oficialmente a candidatura de Roscoe, mesmo diante das reviravoltas internas no Republicanos. O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, reafirmou o compromisso do partido com o nome do ex-presidente da Fiemg, deixando clara a intenção de apoiar a candidatura de Roscoe, independentemente do eventual apoio do senador mineiro.









