O ciclone bomba que afetou a região Sul do Brasil desde a última quinta-feira, dia 6 de outubro, já se afastou do litoral do Rio Grande do Sul e do Uruguai, deixando de exercer influência sobre o estado de Minas Gerais. Apesar do deslocamento do sistema, a meteorologia alerta para a manutenção de riscos de temporais e ventos fortes em diversas áreas do território mineiro, especialmente neste sábado, dia 8, quando 222 cidades estão sob alerta de vendaval.
De acordo com a meteorologista Thais Cortez, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o ciclone perdeu força ao longo dos últimos dias e deve deixar de impactar o país até o domingo, dia 9 de outubro. O fenômeno, classificado como um ciclone extratropical do tipo “bomba”, formou-se entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul na quinta-feira passada, e sua intensificação ocorreu devido a uma ciclogênese explosiva, que acontece quando há uma rápida queda na pressão atmosférica, provocada pelo encontro de massas de ar frio e quente.
Segundo a especialista do Inmet, o sistema atingiu seu pico de intensidade na região Sul e, agora, está em declínio. “A condição de vendaval que estamos observando em Minas não está relacionada ao ciclone bomba que passou pelo Sul do Brasil. A influência do sistema já cessou na maior parte do território mineiro”, explicou Cortez.
Apesar da ausência de influência direta do ciclone, Minas Gerais permanece sob risco de temporais e ventos de até 60 km/h, além de possibilidade de queda de galhos de árvores e outros objetos devido às rajadas. O alerta de vendaval foi emitido para 222 cidades do estado, que continuam em atenção às condições climáticas adversas.
A meteorologista esclarece que os ventos previstos para Minas não têm relação com o ciclone bomba, mas sim com uma diferença de pressão atmosférica que favorece o deslocamento de ventos de noroeste na região. “Essa condição atmosférica é típica de sistemas de baixa pressão e não está vinculada ao ciclone que se formou na região Sul”, reforçou Cortez.
O fenômeno do ciclone bomba é caracterizado por uma rápida intensificação, na qual a pressão atmosférica diminui de forma acelerada em um período de 24 horas. Tal processo, conhecido como ciclogênese explosiva, provoca condições meteorológicas severas, como ventos intensos e temporais. A passagem do sistema pela região Sul do Brasil trouxe impactos significativos na infraestrutura e na rotina das populações locais, mas sua influência direta já chegou ao fim.
Especialistas continuam monitorando a situação para orientar a população e as autoridades sobre possíveis novos eventos climáticos e reforçam a importância de seguir as recomendações de segurança durante períodos de instabilidade atmosférica.









