A Justiça de Minas Gerais recebeu a denúncia formal contra um homem acusado de assassinar sua esposa, Marileide Ramos Cordeiro, de 42 anos, e a enteada, Juciara Cordeiro de Jesus, de 12 anos, na zona rural de Paraopeba, localizada na região Central do estado. O suspeito responde pelo crime de duplo feminicídio qualificado, após os homicídios ocorridos na noite de 5 de junho, na Fazenda São Geraldo, uma propriedade conhecida na área rural da cidade.
Segundo informações do processo, os crimes aconteceram em um ambiente familiar, em uma residência onde, na ocasião, vizinhos relataram terem ouvido uma discussão intensa. Preocupados com o barulho, eles acionaram a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Ao chegar ao local, os policiais encontraram as vítimas caídas no chão, sem sinais vitais, com múltiplas feridas provocadas por golpes de faca. Marileide e Juciara foram encontradas mortas dentro da casa, em um cenário que evidenciava a gravidade do ataque.
Durante a abordagem, os militares localizaram o suspeito no interior do imóvel, deitado em uma cama, apresentando um ferimento grave no abdômen causado por faca. Os policiais tiveram que arrombar a porta do imóvel para ingressar na residência e realizar os primeiros socorros ao homem, que, segundo relatos iniciais, teria tentado tirar a própria vida após o crime. O suspeito foi imediatamente levado ao hospital, onde permaneceu sob cuidados médicos.
Conforme o depoimento prestado na ocasião, o homem confessou ter cometido os homicídios. Ele relatou que, na noite anterior aos crimes, havia consumido bebidas alcoólicas com a esposa e outras pessoas, momento em que teria acontecido uma discussão. Ainda de acordo com sua narrativa, após o desentendimento, ele foi até a cozinha da residência, pegou uma faca e desferiu vários golpes contra Marileide e Juciara. Após os ataques, o homem teria tentado se suicidar, ferindo-se no abdômen.
Desde o dia do homicídio, o suspeito encontra-se preso preventivamente. Durante a audiência de custódia realizada em junho, seu advogado solicitou a revogação da prisão, alegando que o réu é primário e não possui antecedentes criminais, além de afirmar que ele não apresentava risco à sociedade. Contudo, o pedido foi indeferido pela Justiça, que manteve a prisão preventiva do homem, considerando a gravidade dos fatos e a necessidade de garantir a ordem pública e a investigação.
Este caso reforça a preocupação com a violência doméstica e o feminicídio em Minas Gerais, evidenciando a importância de ações de prevenção e o fortalecimento de mecanismos de proteção às vítimas. A denúncia formal agora tramita na Justiça estadual, que deverá julgar o processo com base nas evidências apresentadas e nas circunstâncias do crime.









