A cidade de Belo Horizonte recebe, até o dia 4 de setembro, a primeira exposição individual dedicada à artista Jandyra Waters na Errol Flynn Galeria de Arte, localizada no bairro Lourdes. A mostra apresenta uma seleção de mais de 50 obras produzidas ao longo de mais de cinco décadas, entre 1962 e 2016, incluindo pinturas, esculturas e gravuras que ilustram a trajetória da artista na abstração geométrica brasileira.
A exposição foi organizada sob curadoria de Errol Flynn Júnior, com textos elaborados pelos críticos de arte Denise Mattar e Enock Sacramento, contribuindo para contextualizar a importância da obra de Waters na história da arte nacional. A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 15h, na Rua Curitiba, nº 1862, no bairro Lourdes. A entrada é gratuita, permitindo ao público apreciar uma retrospectiva que evidencia a evolução e as constantes de uma carreira marcada por inovação e consistência.
A trajetória artística de Jandyra Waters é marcada por uma evolução que reflete as mudanças no cenário da arte brasileira ao longo de seis décadas. A artista iniciou sua produção com obras figurativas, explorando temas e formas reconhecíveis, mas posteriormente passou a dedicar-se à abstração geométrica. Essa transição demonstra sua busca por explorar formas, simetria e cores de maneiras cada vez mais complexas e refinadas, consolidando seu estilo dentro do movimento de abstração geométrica na arte brasileira.
A curadoria selecionou obras de diferentes fases da produção de Waters, evidenciando tanto as mudanças quanto as permanências em sua linguagem artística. Essa abordagem permite ao visitante compreender as transformações do seu modo de trabalhar ao longo dos anos, bem como os elementos que permaneceram constantes em sua obra. A exposição, portanto, funciona como uma espécie de linha do tempo visual, que revela a evolução de uma artista que manteve uma produção ativa até seus últimos anos de vida.
Jandyra Waters faleceu em janeiro de 2025, aos 103 anos, deixando um legado significativo na arte brasileira. Mesmo na fase final de sua vida, ela manteve atividades relacionadas à arte e à literatura, demonstrando seu compromisso contínuo com a expressão artística e o diálogo cultural. Sua trajetória, marcada por uma produção consistente e inovadora, reforça sua importância no contexto da abstração geométrica brasileira e sua influência na história da arte nacional.
Para os interessados em conhecer mais sobre sua obra e trajetória, a exposição na Errol Flynn Galeria de Arte oferece uma oportunidade única de apreciar uma vasta coleção de trabalhos que representam várias fases de sua carreira, além de proporcionar uma compreensão aprofundada do seu impacto na arte contemporânea. A mostra permanece aberta ao público até 4 de setembro, contribuindo para o enriquecimento cultural de Belo Horizonte e para o reconhecimento de uma artista cuja influência perdura.







