O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (10) que, caso os democratas vençam as eleições de meio de mandato, o país será governado por indivíduos considerados extremistas, a quem ele se referiu como “jihadistas”. A afirmação foi feita durante uma entrevista concedida ao comentarista político conservador Wayne Allyn Root, no programa transmitido pela rede Real America’s Voice.
Na entrevista, Trump utilizou a expressão “jihadista” para descrever pessoas que seguem uma vertente extremista do Islã, que interpreta o conceito de “jihad” — luta na fé — como uma guerra armada contra inimigos do islamismo, muitas vezes recorrendo ao terrorismo para impor suas ideias políticas e religiosas. O ex-presidente afirmou que “jihadista é uma palavra mais adequada do que comunista”, citando uma opinião de um amigo que sugeriu evitar o termo “comunismo”, pois, na visão dele, muitas pessoas acreditam que o sistema comunista oferece benefícios gratuitos, o que, segundo Trump, era uma visão comum antes do colapso do país.
Ele acrescentou que os Estados Unidos poderiam se tornar um país governado por “jihadistas”, apontando episódios em Michigan e outros locais do país, embora não tenha fornecido exemplos específicos dessas ocorrências. Os comentários de Trump ocorreram pouco após ele e Root discutirem sobre Zohran Mamdani, o primeiro muçulmano a ser eleito prefeito de Nova York, pelo partido democrata. Trump criticou algumas políticas de Mamdani, como a criação de mercados públicos municipais, onde alimentos básicos são vendidos a preços inferiores ao de varejo, além de questionar a exigência de identificação dos cidadãos para entrada nesses locais.
O ex-presidente também atacou a proposta de lei chamada Save America Act, idealizada por ele, que prevê a identificação de eleitores norte-americanos por meio de fotos, alegando que os democratas “trapaceiam” ao se oporem a essa medida. Trump afirmou que, na sua visão, “sem trapacear, um democrata nunca será eleito”, embora tenha ressaltado a importância de confiar no sistema eleitoral.
Em relação às eleições, Trump declarou que seu objetivo é conquistar vitória em 86% dos condados dos Estados Unidos, embora seu ideal seja atingir entre 90% e 95%. Ele evitou responder diretamente a uma sugestão de Root para decretar uma emergência nacional de segurança, que permitiria alterar regras eleitorais sem a aprovação do Congresso, preferindo que o Senado aprove a legislação pertinente.
Durante a entrevista, Trump também voltou a defender a flexibilização das regras de vacinação infantil, comparando-as a uma bebida popular, Coca-Cola, afirmando que “tudo em excesso faz mal”, sem apresentar evidências científicas para sustentar sua opinião. Além disso, o ex-presidente comentou sobre a economia americana e estratégias na política externa, incluindo a postura dos Estados Unidos na guerra contra o Irã.
As declarações de Trump reforçam sua postura de crítica às políticas democratas e sua tentativa de mobilizar seu eleitorado em meio ao ciclo eleitoral de meio de mandato, que ocorre em novembro de 2024. O cenário político nos Estados Unidos permanece altamente polarizado, com o ex-presidente buscando consolidar sua influência e endossar narrativas que reforçam sua base de apoio.








