A edição da Virada Cultural de Belo Horizonte deste ano deve superar o recorde de público registrado na edição anterior, que foi de aproximadamente 450 mil pessoas. A expectativa foi divulgada pelo prefeito Álvaro Damião durante entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (14). O evento, marcado para os dias 29 e 30 de agosto, ocorrerá no hipercentro da capital mineira e promete reunir uma programação diversificada com mais de 200 atrações, incluindo nomes de destaque nacional como Alceu Valença e Jorge Aragão.
Segundo o prefeito, a edição de 2025 já havia estabelecido o maior público da história do evento até então. Para 2024, a estratégia é ampliar ainda mais a participação do público, investindo cerca de R$ 3,5 milhões, provenientes de recursos públicos e patrocínios privados. Damião destacou que a expectativa é de que quem participou na edição passada retorne, enquanto aqueles que ainda não participaram terão a oportunidade de vivenciar o evento, que promete uma programação variada de estilos musicais, incluindo samba, rock, sertanejo, funk e gospel.
A segurança também foi apontada como um dos principais diferenciais desta edição. O prefeito ressaltou que a Virada Cultural tem registrado baixos índices de ocorrências graves, reforçando o compromisso da organização com a proteção dos participantes. Uma das medidas adotadas para ampliar a participação de moradores de diferentes regiões da cidade será a oferta de transporte coletivo gratuito durante o evento, incluindo o sábado, facilitando o deslocamento até o hipercentro.
Outra novidade será a participação inédita da Feira Hippie, que funcionará durante a madrugada de sábado para domingo, acompanhando a programação da Virada. Além disso, o Parque Municipal terá funcionamento estendido, permanecendo aberto 24 horas durante todo o evento. Essas ações visam estimular a participação de moradores de bairros como Venda Nova, Barreiro, Primeiro de Maio, Concórdia, Bandeirantes, Mangabeiras e Lourdes, promovendo uma maior integração das diferentes regiões da cidade ao evento cultural.
O prefeito também comentou a possibilidade de expandir a Virada Cultural para outros pontos de Belo Horizonte no futuro, embora tenha defendido a manutenção do formato atual no hipercentro, que já se consolidou como uma identidade do evento. A diversidade de estilos musicais e atrações nacionais, como Jorge Aragão e Seu Valença, reforça o caráter cultural e artístico da iniciativa.
Damião destacou ainda o impacto econômico gerado pela Virada, ressaltando que os investimentos públicos e privados movimentam o comércio, o turismo e elevam a arrecadação municipal. Para ele, o valor do evento vai além do aspecto financeiro, contribuindo para o bem-estar e a saúde mental da população ao proporcionar acesso gratuito à cultura e ao lazer.
Por fim, o prefeito mencionou o interesse de turistas de outras cidades em participar da Virada Cultural de Belo Horizonte. Ele citou que a vice-prefeita de Salvador manifestou intenção de retornar à cidade neste ano, após ter acompanhado a edição anterior. Quanto à legislação que limita os cachês pagos a artistas por prefeituras, Damião afirmou que a administração municipal já adotava uma política de valores inferiores ao teto estabelecido pela nova lei, com diferenças nos valores de cachês vindo de patrocínios, e que os artistas contratados para o evento estão dentro dos limites legais.









