O candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, explicou os motivos que o levaram a participar da eleição estadual, mesmo após declarar que não concorreria às próximas eleições de 2026. Azevedo, que foi presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e atualmente é pré-candidato ao Palácio Tiradentes, foi o segundo participante da série de sabatinas promovidas pela Itatiaia com postulantes ao cargo de governador do estado.
Durante a entrevista, Azevedo destacou que seu objetivo é oferecer uma alternativa ao eleitor mineiro que, segundo ele, busca por uma liderança que não esteja focada em gritar ou fazer promessas vazias, mas sim em estabelecer um diálogo construtivo e tomar ações concretas para solucionar os problemas da população. Ele reforçou sua trajetória política, que inclui passagens pelo governo de Minas Gerais na condição de subsecretário de Estado para juventude, durante os governos do PSDB, além de sua atuação como vereador na capital mineira.
Gabriel Azevedo também lembrou de suas iniciativas legislativas e políticas públicas, citando projetos de lei que criou, como o programa de contraturno escolar para crianças, e ressaltou que sua experiência de aproximadamente 20 anos na vida pública foi marcada por uma trajetória limpa, sem envolvimento em escândalos de corrupção. “Aqui tem um cara honesto, que está com muita energia para garantir para o povo mineiro dias melhores”, afirmou.
Na eleição municipal de 2024, Azevedo disputou a Prefeitura de Belo Horizonte, obtendo 10,55% dos votos válidos e ficando em quarto lugar. Após o resultado, ele declarou que sua intenção era se candidatar novamente à prefeitura da capital em 2028, e que, naquele momento, não pretendia participar das eleições de 2026 para o governo de Minas Gerais. Contudo, a mudança de planos foi motivada pelo desejo de seguir a vontade do eleitorado, segundo ele.
Questionado sobre essa reviravolta em seus planos políticos, Azevedo explicou que sua decisão foi pautada pelo entendimento de que a política deve estar à disposição das pessoas, e não apenas de interesses pessoais. “Política não é sobre o que você quer. Eu tinha meus planos, mas não fazemos política para nos satisfazer. Política é feita para se colocar à disposição das pessoas, isso que eu aprendi”, afirmou.
O candidato reforçou ainda que sua trajetória não depende de cargos públicos atuais, lembrando que esteve dois anos sem mandato, período no qual não ocupou nenhuma função pública. Para ele, esse tempo reforça seu compromisso de estar à disposição do partido, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), e de defender suas ideias na campanha eleitoral.









