Durante o debate realizado pela Rede Bandeirantes na noite deste domingo (16), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) declarou que, caso seja eleito, policiais militares e civis de Minas Gerais não farão uso de câmeras corporais, uma prática atualmente adotada em diversos estados brasileiros. A afirmação do candidato gerou repercussão e reforçou sua postura de crítica às estratégias de segurança pública atualmente em vigor na região.
Cleitinho Azevedo afirmou que a implementação de câmeras corporais, que tem sido considerada uma ferramenta importante para o monitoramento e controle de ações policiais, não será adotada por sua gestão. Segundo ele, a prioridade será direcionada à fiscalização de fiscais estaduais, que, na sua visão, têm agido de forma inadequada ao humilhar o povo mineiro. A declaração foi uma resposta direta a uma questão levantada durante o debate, que abordou a segurança pública e o crescimento das facções criminosas em Minas Gerais, tanto na capital quanto no interior do estado.
O senador foi enfático ao criticar as ações de fiscalização, afirmando que “quem tem que usar câmera mesmo são os fiscais nos estados para a gente monitorar esses fiscais que vêm humilhando o povo mineiro”. Essa declaração indica uma postura de questionamento à efetividade e à conduta de determinados agentes públicos, além de sugerir uma mudança nas prioridades de fiscalização e segurança adotadas por sua possível gestão.
Durante o debate, Cleitinho também abordou a questão das facções criminosas, afirmando que a “facção vai acabar em Minas Gerais”. Ele declarou ainda que essas organizações criminosas “vão para o quinto dos infernos, mas não vão aqui mais”, reforçando sua postura de combate às organizações ilícitas. Essas declarações ocorreram em resposta a uma intervenção do candidato Gabriel Azevedo (MDB), que questionou o avanço das facções criminosas tanto na capital quanto no interior do estado, e sobre as ações necessárias para conter esse fenômeno.
Cleitinho Azevedo também criticou a legislação federal e o papel do governo nacional, afirmando que “se for para chorar, vai ser a mãe desses criminosos, desses vagabundos”. Ele destacou que, embora reconheça a necessidade de leis mais rígidas, o esforço de sua eventual gestão será focado na implementação de ações concretas no âmbito estadual.
O debate, promovido pela Rede Bandeirantes, contou com a participação de outros candidatos à prefeitura de Belo Horizonte, incluindo Flávio Roscoe (PL), Mateus Simões (PSD), Alexandre Kalil (PDT) e o atual prefeito, Alexandre Kalil. O candidato do PT, deputado Patrus Ananias, comunicou na sexta-feira (14) que não participaria do evento, justificando sua ausência por compromissos em São Paulo relacionados ao lançamento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.
A postura de Cleitinho Azevedo, especialmente sua posição contrária ao uso de câmeras corporais por policiais, evidencia uma estratégia de campanha que busca diferenciar-se na pauta de segurança pública, ao mesmo tempo em que reforça uma postura de combate às ações de fiscalização que, segundo ele, prejudicam o povo mineiro.







