A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro confirmou a identificação de dez vítimas fatais do grave acidente envolvendo um ônibus de turismo que ocorreu na manhã do último domingo, dia 16, na rodovia BR-040, em Petrópolis. Entre os nomes divulgados, está o de Vania Elida de Jesus Crispim, de 33 anos, cuja identificação foi oficializada pelo Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN). A instituição de saúde também informou a identificação de Alessandra Pereira, de 34 anos, que foi socorrida após o acidente, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu posteriormente.
Os corpos das nove vítimas já identificadas pela Polícia Civil foram encaminhados ao Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Petrópolis, onde passaram por exames periciais e foram liberados aos familiares. A décima vítima, cujo nome ainda não foi divulgado, teve sua identidade confirmada pelo hospital, que comunicou a sua morte às autoridades e familiares. A confirmação da décima vítima ocorre após a realização de procedimentos médicos e de investigação.
O acidente envolveu um ônibus que transportava 47 passageiros, além de dois motoristas, totalizando 49 pessoas a bordo, conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O veículo, pertencente à empresa Estrela Guia Turismo, saiu de Belo Horizonte com destino ao bairro de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro. No entanto, o transporte realizado pelo coletivo resultou na tragédia, que deixou dez mortos e diversos feridos.
Segundo as informações da Polícia Civil, a investigação sobre as causas do acidente está em andamento, buscando esclarecer as circunstâncias que levaram ao tombamento do ônibus na BR-040, uma rodovia de grande fluxo e importância na ligação entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro. Ainda de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o veículo envolvido não possuía autorização para realizar transporte interestadual de passageiros, o que levanta questionamentos sobre as condições e a legalidade do serviço prestado.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou que o ônibus não estava habilitado para o transporte interestadual de passageiros, caracterizando a operação como clandestina. O veículo, com placa AKY-3454, estava registrado em nome da empresa Dinna Ellles Turismo, que comunicou a venda do veículo para a PIT Tur Transportes Ltda. No entanto, nenhuma dessas empresas possui habilitação junto à ANTT para atuar nesse tipo de transporte. Além disso, o ônibus apresentava adesivos de outras empresas, como Samara, também sem autorização para transporte interestadual, reforçando a caracterização de transporte irregular.
A situação levanta preocupações sobre a fiscalização e a atuação de empresas de transporte clandestino na região, além de evidenciar a necessidade de reforço nas ações de controle por parte dos órgãos reguladores. O acidente, que resultou na perda de vidas humanas e deixou feridos, evidencia a importância de garantir que veículos de transporte de passageiros estejam devidamente regularizados e aptos a realizar viagens interestaduais, a fim de evitar tragédias dessa natureza. As investigações continuam para determinar as causas exatas do tombamento e possíveis responsabilidades das empresas envolvidas.









