O candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), senador Flávio Bolsonaro, comprometeu-se a implementar uma série de medidas de austeridade na administração pública, incluindo cortes de gastos, revogação de portarias e redução de impostos, caso seja eleito nas eleições de outubro. Em entrevista exclusiva à Itatiaia nesta terça-feira (18), o parlamentar detalhou seu projeto de ajuste na máquina pública, que ele chamou de “tesouraço”, inspirado na gestão do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Flávio Bolsonaro, o seu plano prevê uma forte redução no número de cargos comissionados e ministérios, buscando tornar a administração mais eficiente e menos burocrática. Ele destacou que, logo no início do governo Bolsonaro, foram cortados aproximadamente 20 mil cargos em comissão com uma única assinatura, uma ação que considera exemplar. Em contraposição, afirmou que o governo Lula criou cerca de 22 mil cargos em comissão durante seu mandato, indicando a necessidade de uma revisão nesse aspecto.
O senador explicou que sua equipe conta com um economista dedicado exclusivamente à análise e revisão das normatizações criadas durante o governo Lula, que, segundo ele, já ultrapassam mil portarias. Essas normatizações, na visão de Flávio, contribuem para uma burocracia excessiva e desnecessária, dificultando a eficiência da gestão pública. Além disso, o candidato afirmou que pretende promover cortes em impostos, especialmente no setor de exportação de petróleo, uma medida que considera prejudicial ao consumidor final.
Ele criticou a criação do imposto de exportação de petróleo, alegando que essa medida, semelhante à adotada na Argentina por Nestor Kirchner na época do governo de esquerda, resultou em desabastecimento e aumento de preços no mercado interno. Flávio argumenta que a política de encarecer combustíveis, como fez o governo Lula ao criar essa tributação, não resolve o problema da segurança energética e prejudica o cidadão que precisa abastecer seu veículo.
No âmbito dos ministérios, o senador propõe reduzir o número atual de 39 pastas, criado durante o governo Lula, para aproximadamente 23, como foi durante o mandato do seu pai. Ele sugeriu a unificação de pastas, citando exemplos como as secretarias de Integração e Desenvolvimento Regional e de Cidades, que poderiam ser fundidas em uma única pasta, contribuindo para uma administração mais enxuta.
Por fim, Flávio Bolsonaro destacou a intenção de incorporar tecnologias de Inteligência Artificial na gestão pública, visando aumentar a transparência e o controle de recursos públicos. Segundo ele, essa ferramenta permitirá o monitoramento em tempo real de todas as despesas, desde compras até grandes licitações, com o objetivo de evitar desperdícios e melhorar a eficiência do governo.









