O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à presidência da República, declarou, em entrevista exclusiva ao Jornal da Itatiaia nesta terça-feira (18), que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estaria atuando de forma a “enterrar vivo” o ex-presidente Jair Bolsonaro. A afirmação reforça o tom de crítica às ações do magistrado no âmbito das investigações e processos envolvendo o ex-presidente, além de apontar para uma suposta parcialidade no julgamento de Bolsonaro.
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro destacou que, em sua visão, o Brasil vive atualmente sob um regime judicial que atua sem imparcialidade, citando exemplos históricos de regimes autoritários e regimes de privação de direitos. Ele comparou a situação atual ao período da ditadura de Benito Mussolini, na Itália, e ao regime do apartheid na África do Sul, ressaltando que, nesses contextos, os presos tinham o direito de se comunicar por cartas, uma prática que, segundo ele, não estaria sendo permitida a Bolsonaro pelo STF. O senador afirmou que, na sua avaliação, o ministro Alexandre de Moraes impede qualquer forma de comunicação do ex-presidente, incluindo visitas de familiares, o que, na visão dele, configura uma tentativa de “matar, enterrar vivo” Bolsonaro politicamente.
Flávio Bolsonaro também revelou que pretende utilizar a imagem de Jair Bolsonaro em sua campanha presidencial, mas que esse uso será orientado por sua equipe jurídica para evitar qualquer infração. Ele afirmou que o ex-presidente estará presente de forma constante em sua campanha, sendo uma referência fundamental para sua trajetória política. Apesar de reconhecer a importância do legado do pai, Flávio afirmou que pretende fazer sua campanha de acordo com suas próprias convicções, aprendidas com Bolsonaro, incluindo seus acertos e erros. Ele garantiu que o uso da imagem do ex-presidente será limitado pelos limites impostos pela equipe jurídica.
O senador também criticou duramente as ações do ministro Alexandre de Moraes, alegando que o magistrado estaria agindo de forma a restringir direitos políticos de Bolsonaro de maneira desproporcional. Segundo Flávio, a proibição de Bolsonaro se comunicar por cartas, assim como a restrição de visitas de seus filhos, representam uma forma de repressão que, na sua visão, ultrapassa os limites da legalidade e da democracia. Ele afirmou que esse tipo de postura, na sua opinião, só aumenta a indignação popular e a resistência contra o que chama de “autoritarismo” no Judiciário.
Ao concluir, Flávio Bolsonaro reforçou que a sua postura e discurso visam denunciar o que considera uma tentativa de silenciar Bolsonaro judicialmente. Para ele, essa conduta do STF e de Alexandre de Moraes evidencia uma crise na democracia brasileira, que estaria sendo agravada por ações que, segundo ele, violam direitos básicos e impedem a comunicação de presos políticos, mesmo em regimes históricos autoritários ou de segregação racial. A declaração do senador representa mais um capítulo na polarização política que marca o atual cenário brasileiro e reforça o discurso de defesa do legado de Bolsonaro frente às ações do Supremo Tribunal Federal.









