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Home Ciência

Missão de resgate de observatório espacial fracassa devido a problemas de controle do satélite LINK

21/08/2026
Em Ciência
Tempo de leitura:3 minutos de leitura
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Goddard Space Flight Center via CNN Newsource

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Um esforço recente para evitar a reentrada do Observatório Neil Gehrels Swift, um instrumento da NASA lançado há quase 22 anos, não obteve sucesso. A missão envolvia o uso do satélite LINK, desenvolvido pela empresa americana Katalyst Space Technologies, com sede no Arizona, que tinha como objetivo impulsionar a órbita do observatório em queda e prolongar sua operação. No entanto, dificuldades técnicas enfrentadas pelo satélite impediram que a operação de resgate fosse concluída, resultando na previsão de que o Swift deverá queimar na atmosfera terrestre ainda neste ano.

O Observatório Swift foi lançado em 2004 e desempenhou um papel fundamental na observação de eventos cósmicos e objetos celestes, atuando como uma ferramenta multifuncional de astrofísica em órbita baixa. Sua posição atual, devido ao arrasto atmosférico agravado por atividades solares, tem causado uma perda contínua de altitude, levando a NASA a prever sua reentrada na atmosfera terrestre após atingir uma altitude de aproximadamente 300 quilômetros.

A missão do satélite LINK, lançada em 3 de julho, tinha como objetivo realizar uma operação de resgate ao tentar se aproximar do Swift, estabelecendo pontos de fixação para uma possível manutenção ou reposicionamento. A iniciativa foi considerada de alto risco, pois o satélite foi projetado para uma tarefa experimental, em um cronograma acelerado de apenas nove meses, desde o desenvolvimento até o lançamento, realizado por um foguete Pegasus XL, lançado por uma aeronave modificada modelo Stargazer, da Northrop Grumman.

Poucas semanas após o lançamento, em finais de julho, o LINK começou a apresentar problemas de controle de atitude, girando fora de controle. Apesar de a equipe da Katalyst conseguir recuperar temporariamente o controle do satélite, o incidente gerou atrasos na missão de aproximadamente um mês. Essa demora, inicialmente considerada gerenciável, acabou comprometendo a capacidade do LINK de realizar a manobra de resgate planejada, levando à decisão conjunta da NASA e da Katalyst de abortar a tentativa de impulsionar o Swift para uma órbita mais elevada.

Em uma declaração divulgada na última quarta-feira, 19 de outubro, as agências confirmaram que a missão do LINK não será capaz de capturar e reorientar o observatório devido a problemas contínuos de controle de atitude. Como consequência, o Swift deverá reentrar na atmosfera da Terra antes do final do ano, encerrando sua longa trajetória de operações científicas. Apesar do fracasso na missão de resgate, Jared Isaacman, administrador da NASA, destacou que o esforço foi importante para avançar as capacidades de manutenção de satélites no espaço e que a equipe agiu com rapidez e inteligência diante dos desafios.

A tentativa de aproximação do LINK, embora não tenha atingido seu objetivo principal, proporcionou aprendizados valiosos para futuras operações de manutenção e proximidade de satélites. Segundo Ghonhee Lee, CEO da Katalyst, a experiência servirá como base para o desenvolvimento de procedimentos padrão que possam ser utilizados em missões futuras de encontro e reparo de satélites, especialmente aqueles que não foram projetados para receber manutenção em órbita.

A missão também reforça a importância de desenvolver tecnologias e estratégias para prolongar a vida útil de satélites em órbita baixa, sobretudo diante do risco de reentrada descontrolada. O Swift, que opera sem um substituto imediato no momento, foi uma ferramenta crucial na observação de fenômenos astronômicos, e sua perda representa uma lacuna na capacidade de observação da NASA.

O desenvolvimento do satélite LINK foi uma resposta rápida a uma necessidade emergente, com o objetivo de testar novas abordagens de manutenção espacial em um curto período. Apesar do insucesso na captura do observatório, a iniciativa demonstra o desafio de operações de alta complexidade no ambiente espacial e o compromisso da NASA em explorar soluções inovadoras para a gestão de satélites em órbita. A agência continuará a depender de sua frota de observatórios ativos e buscará alternativas para lidar com a reentrada do Swift, enquanto a indústria espacial americana avança na construção de uma base mais robusta para operações de manutenção futura.

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