Um homem de aproximadamente 40 anos, residente na cidade de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, esteve perto de ser vítima de um golpe envolvendo uma suposta venda de “mini dinossauros” por R$ 500. O caso veio à tona após Vitor Monteiro, morador da mesma cidade, compartilhar a situação nas redes sociais. Segundo ele, a vítima é amiga de seu pai e, antes de realizar qualquer pagamento, demonstrou dúvidas acerca da veracidade do anúncio, que circulava pelos status do WhatsApp.
O anúncio em questão apresentava imagens de répteis considerados “mini dinossauros”, produzidas por inteligência artificial, e utilizava um vídeo que simulava um criadouro com galinhas, com comedouros e bebedouros ao lado dos animais. As imagens foram acompanhadas de prints de conversas com supostos clientes satisfeitos, o que poderia ter contribuído para criar uma impressão de credibilidade. Além das fotos, o anúncio também mostrava supostos depoimentos de compradores anteriores, reforçando a ideia de que os animais estavam disponíveis para venda.
O interessado entrou em contato com o suposto vendedor, solicitando mais imagens dos “pets”. No entanto, o golpista afirmou que só enviaria novos vídeos e fotos após o pagamento via Pix, o que despertou a suspeita do comprador. Para esclarecer suas dúvidas, a vítima procurou um amigo, que é pai de Vitor, e questionou se a oferta poderia ser verdadeira. Foi nesse momento que a suspeita se confirmou: o pai de Vitor identificou que as imagens provavelmente haviam sido geradas por inteligência artificial, apontando, inclusive, a presença de uma marca d’água do Gemini, ferramenta do Google para produção de imagens por IA, no canto inferior direito do vídeo.
Ainda de acordo com Vitor, o golpista tentou pressionar a vítima a realizar o pagamento, alegando que algumas unidades dos “dinossauros” já estavam reservadas e que outras vendas precisariam ser feitas por encomenda. Apesar do interesse, a vítima não efetuou o pagamento, evitando prejuízo financeiro. A situação foi considerada por Vitor com humor por parte da vítima, que não transferiu valores, e não há registros de que alguém tenha sido efetivamente lesado.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) foi consultada pela reportagem do portal de notícias para verificar se há investigações em andamento relacionadas à venda de “mini dinossauros” por IA ou se outras vítimas podem ter sido registradas. A instituição informou que, até o momento, não há registros de ocorrências relacionadas ao caso. A polícia reforçou a orientação para que pessoas que tenham sido vítimas de golpes semelhantes procurem uma delegacia ou uma unidade da Polícia Militar próxima para registrar o ocorrido, contribuindo assim para ações de investigação e prevenção de fraudes.









