Em seu primeiro debate presidencial de 2026, o candidato Renan Santos, representante do partido Missão, apresentou propostas contundentes para o enfrentamento do crime organizado no Brasil. Entre as principais medidas, Santos defendeu a declaração de estado de defesa em regiões tomadas pelo crime, a construção de super presídios com mais de 300 mil vagas e uma forte intervenção federal em estados considerados omissos na luta contra o crime, como Ceará e Bahia.
Durante a discussão, Santos afirmou que, caso eleito, irá decretar estado de defesa no país, uma medida que, segundo ele, permitirá às forças de segurança pública agir com maior autonomia para combater criminosos. Ele explicou que essa medida possibilitará às polícias, incluindo a Polícia Federal, atuar de forma mais agressiva, com o objetivo de destruir organizações criminosas e eliminar o crime organizado em áreas atualmente dominadas por facções. Santos declarou: “Vamos declarar estado de defesa e colocar em GLO regiões tomadas pelo crime organizado o que vai permitir por parte das forças de segurança, tanto as nossas polícias, quanto a polícia federal, atuar para destruir para eliminar o crime organizado eu tô falando em passar a rapa nesses caras.”
Além disso, o candidato revelou seu projeto de ampliar a capacidade de encarceramento no Brasil por meio da construção de “super presídios”, com o objetivo de criar entre 300 mil e 500 mil novas vagas. Segundo ele, esses presídios terão uma estrutura diferenciada, na qual não haverá mais o isolamento de facções criminosas, permitindo que todos os presos fiquem juntos. A justificativa de Santos é que essa medida visa eliminar as facções dentro do sistema penitenciário, dificultando a manutenção de suas operações criminosas de dentro das unidades prisionais.
Outro ponto central de sua proposta é a necessidade de uma integração mais forte entre os estados brasileiros no combate ao crime organizado. Santos afirmou que, caso governadores de estados como Ceará e Bahia, atualmente sob gestão de partidos ligados ao petismo, se recusem a atuar na destruição das organizações criminosas, o governo federal adotará medidas de intervenção nesses locais. Ele criticou duramente os governos estaduais dessas regiões, acusando-os de “vergonha e medo” de enfrentar o crime organizado, o que, na visão do candidato, tem resultado na morte de cidadãos e no aumento das estatísticas de violência. Santos declarou que, se esses governadores forem reeleitos, o governo federal não hesitará em intervir para garantir a implementação de políticas de combate ao crime, afirmando que “essa será a guerra” e que o enfrentamento ao crime organizado será uma prioridade sem precedentes na história do país.
As propostas de Santos refletem uma postura de endurecimento das ações contra o crime, com ênfase na utilização de força máxima e na intervenção direta do governo federal em regiões consideradas críticas. Sua abordagem evidencia uma tentativa de responder às crescentes preocupações da sociedade brasileira acerca da violência e da atuação das facções criminosas, colocando o combate ao crime como uma de suas principais bandeiras de campanha.









