A Polícia Civil confirmou nesta quinta-feira (27) que Evellyn Jasmin Machado Acacio, a criança de 4 anos sequestrada em 2023 após a morte da mãe, foi morta. A informação foi divulgada em entrevista coletiva no Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), em Belo Horizonte.
O crime teve início em julho daquele ano, quando a cabeleireira Ketlyn Oliveira foi assassinada a tiros em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela havia sido atacada dentro de um salão de beleza e, em seguida, morta nas proximidades. No dia seguinte, o corpo de Ketlyn foi encontrado em um carro abandonado na BR-040, em Contagem. O corpo de Ana Raquel, dona do salão, também foi localizado.
Desde então, a Polícia Civil realizou buscas intensas por Evellyn. Segundo os delegados Álvaro Huertas e Murilo Ribeiro, nos últimos três anos, os investigadores percorreram mais de 200 mil quilômetros por cinco estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia e Minas Gerais.
Pai de Evellyn Jasmim é mandante do crime
A investigação aponta que o ex-marido de Ketlyn e pai da criança, que estava preso, teria ordenado todo o plano. Inconformado com o fim do relacionamento, ele já havia participado do assassinato do então namorado de Ketlyn. Ela, então, começou a denunciar publicamente o ex e os comparsas, o que teria motivado a ordem de sequestro.
O plano criminoso incluiu a instalação de um dispositivo no carro de Ketlyn para monitorar seus passos. No dia do crime, ela foi seguida até o salão em Sabará. Ao chegarem ao local, Ana Raquel, que sabia da situação, tentou impedir a ação e foi agredida com uma martelada na cabeça. Os três criminosos colocaram Ketlyn, Evellyn e Ana Raquel em um carro e deixaram o local, coberto de sangue.
No meio do trajeto, Ketlyn abriu a porta e pulou do veículo em movimento. Os criminosos retornaram e atiraram contra ela, deixando-a morta na rua. Ana Raquel também foi assassinada a tiros em outro ponto. O carro foi abandonado na BR-040, e os autores seguiram em um segundo veículo, alugado, com placas removidas e insulfilm – para dificultar a identificação.
Eles mantiveram Evellyn por um tempo em um sítio alugado no distrito de Ravena, em Caeté. Como a criança conhecia os três criminosos – e chamava uma delas de “tia” –, a decisão foi pela execução. No dia seguinte, ela foi morta e o corpo jogado em uma mata da região. Os criminosos então lavaram o carro e o devolveram à locadora.
Andamento do processo
Três envolvidos foram indiciados e denunciados pelo Ministério Público. A Justiça já recebeu a denúncia, tornando-os réus. Um dos envolvidos, porém, morreu em setembro de 2024.
A Polícia Civil fez buscas na região onde o corpo de Evellyn teria sido descartado, mas, com mais de três anos decorridos, a ausência de odor dificultou as buscas. O caso segue em investigação.









