O candidato ao Governo de Minas Gerais pelo MDB, Gabriel Azevedo, foi o único entre os seis convidados a participar de um debate realizado nos estúdios da Rede Catedral, em Belo Horizonte, em parceria com a revista Veja. A ausência dos demais candidatos resultou em uma mudança de última hora no formato do evento, que inicialmente previa a participação de todos os concorrentes. A ausência de Patrus Ananias (PT), que também não compareceu ao debate promovido pela TV Band Minas, foi alvo de críticas diretas de Azevedo, que considerou a atitude como uma demonstração de desrespeito e afirmou que alguns candidatos preferem ficar ausentes por entenderem que há mais vantagens nisso do que em participar.
Durante a discussão, Gabriel Azevedo expressou sua insatisfação com a postura de Patrus Ananias, a quem criticou por sua ausência e por supostamente não ter informado previamente sua decisão de não comparecer. Questionado sobre se a ausência dos candidatos representa uma desvantagem para eles, o emedebista afirmou que, em certos casos, a estratégia de ficar de fora pode ser mais benéfica, especialmente para aqueles que dependem de orientações externas para formular suas propostas. Azevedo exemplificou sua tese ao mencionar um candidato que, segundo ele, estaria se candidatando a pedido de um presidente da República, sem ter tempo suficiente para elaborar um plano de governo consistente, o que, na sua visão, prejudica sua credibilidade perante o eleitorado.
No debate, Gabriel também abordou temas ligados à gestão pública, destacando questões na área de educação. Ele afirmou que Patrus Ananias, ex-prefeito de Belo Horizonte e atual candidato ao governo, não teria condições de falar de educação de forma convincente, devido ao seu histórico enquanto gestor municipal. Azevedo criticou o plano “Escola Plural”, adotado por Patrus na época em que foi prefeito da capital mineira, alegando que o programa não priorizava a aprendizagem efetiva dos estudantes. Segundo ele, o modelo permitia que crianças passassem de ano sem realmente aprenderem o conteúdo, o que, na visão do candidato do MDB, demonstra uma falha na gestão educacional do ex-prefeito. Azevedo questionou a credibilidade de Patrus para assumir o cargo de governador, considerando seu passado na administração municipal.
Apesar das ausências e provocações, Gabriel Azevedo aproveitou o momento para reforçar suas propostas de governo, voltadas principalmente para a gestão da dívida pública, a revisão de incentivos fiscais concedidos a grandes empresários, a implementação de escolas de tempo integral e a fiscalização rigorosa da atividade mineradora. Ele destacou a necessidade de uma administração mais transparente e eficiente, buscando apresentar uma alternativa aos eleitores diante do cenário de ausência de alguns concorrentes nos debates públicos. A postura de Azevedo, marcada por críticas diretas e foco em propostas concretas, reforça sua estratégia de se posicionar como uma alternativa viável ao atual quadro político de Minas Gerais.









