O Atlético-MG conquistou uma vitória por 2 a 1 sobre o Vitória, neste sábado (29/8), na Arena MRV, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. O resultado reforça a força do time mesmo com uma formação alternativa, uma estratégia adotada pelo técnico Eduardo Domínguez, que priorizou a preservação dos principais jogadores para o clássico contra o Cruzeiro, marcado para esta terça-feira (1º/9). A atuação demonstra que o clube mantém sua invencibilidade de 13 jogos, mesmo ao apostar em uma equipe composta por jovens e reservas.
A escalação do Atlético, que apresentou uma média de idade de apenas 22,3 anos, foi uma clara estratégia de Domínguez para equilibrar a competitividade do time com a necessidade de preservar seus titulares. Entre os jogadores utilizados, apenas o jovem Vitão atuou na zaga de origem, enquanto Preciado e Natanael recuaram para formar uma linha de cinco defensiva ao lado de Vitão, Tomás Pérez — volante de origem — e Kauã Pascini, que atuou mais avançado. Essa estrutura defensiva permitiu ao time manter a consistência na marcação, protegendo a defesa enquanto facilitava a pressão na saída de bola do Vitória, sem deixar o setor de defesa vulnerável.
Durante a posse de bola, a linha de cinco se desfez, dando liberdade aos laterais de avançar e apoiando a ofensiva do Atlético. Com Pascini e Preciado subindo ao ataque, o Galo conseguiu dominar o campo ofensivo, controlando o jogo com 61% de posse de bola e minimizando as chances de o adversário criar oportunidades. Essa estratégia resultou em um amplo controle do jogo, com o Vitória sendo forçado a recuar e se defender.
Na fase ofensiva, o Atlético contou com Borbas como referência no ataque, enquanto Reinier atuou mais recuado, quase como um articulador entre o meio-campo e o ataque. Essa movimentação facilitou a entrada nos espaços entre as linhas defensivas do Vitória, o que foi fundamental para a criação das jogadas de maior perigo. Foi em uma dessas ações que Reinier marcou seu gol na partida, reforçando a efetividade do esquema adotado.
Além do desempenho coletivo, o jogo também proporcionou opções individuais que podem ser úteis na sequência da temporada. Vitão, que atuou pelo terceiro jogo consecutivo, demonstrou evolução ao longo das partidas. Gabriel Delfim, que entrou em ritmo de jogo, poderá ser uma alternativa para o técnico caso Everson não retorne a tempo do clássico. Ainda, Borbas marcou seu primeiro gol com a camisa do Atlético, encerrando um jejum de 13 meses sem marcar, enquanto Reinier também deixou sua marca, mesmo atuando mais recuado. O setor ofensivo, que ainda busca definir seu titular, recebeu uma importante notícia: Cassierra, considerado uma peça-chave, foi poupado nesta rodada e pode estar à disposição para o confronto contra o Cruzeiro.
A vitória diante do Vitória, aliada às boas atuações e às opções de banco, dá ao técnico Eduardo Domínguez uma maior flexibilidade na montagem do time para o clássico. O Atlético chega ao jogo decisivo com uma vantagem psicológica e técnica, após empatar por 1 a 1 no jogo de ida, no Mineirão. Uma vitória na Arena MRV garantirá a classificação às semifinais da Copa do Brasil, enquanto um novo empate levará a decisão para os pênaltis, aumentando a importância do confronto. Assim, o clube mantém o foco na preparação para o duelo mais importante do ano, apoiado por uma equipe que, mesmo com reservas, mostra-se competitiva e capaz de manter o padrão de jogo.









