A 11ª edição da Virada Cultural de Belo Horizonte teve início neste sábado, reunindo moradores e visitantes em uma programação de 24 horas de duração, com acesso gratuito a uma variedade de manifestações artísticas e culturais. O evento, realizado no centro da capital, contempla mais de 200 atrações distribuídas em 13 palcos espalhados por pontos estratégicos como a Praça da Estação, a rua Guaicurus, o Parque Municipal, a Rua da Bahia, entre outros locais de destaque na região central da cidade.
A programação diversificada inclui apresentações de música, teatro, dança, circo e arte urbana, atraindo um público variado que busca tanto a descoberta de novos artistas quanto a ocupação do espaço público com atividades culturais. O evento é considerado uma oportunidade para valorizar a cultura local, além de impulsionar a economia da cidade, especialmente por meio do Viradão Gastronômico, que oferece pratos especiais com valores máximos de R$ 30 em bares, restaurantes e lanchonetes participantes.
Entre os participantes, há relatos de primeira viagem e de veteranos na Virada. Rogério Alves, morador de Belo Horizonte, participou pela primeira vez e elogiou a estrutura do evento, destacando a segurança e os serviços disponíveis. Ele escolheu o Parque Municipal para assistir ao show do Cobra Coral e afirmou estar gostando da experiência, descrevendo tudo como “legal”, “tranquilo” e “bacana”. Segundo Alves, a organização do evento proporciona um ambiente agradável para quem busca diversão e cultura.
Já Kátia Regina de Sarro, que participa pela quarta vez, destacou a variedade de atrações como um dos principais atrativos da Virada. Para ela, a diversidade de estilos musicais e artísticos, aliada à gratuidade, motiva sua presença e reforça a importância de investimentos públicos em eventos culturais. Ela também elogiou a qualidade dos artistas envolvidos, reforçando a relevância do evento para a cena artística local.
Mauro Fernandes, que acompanha a Virada desde sua primeira edição, observou que o evento evoluiu significativamente ao longo dos anos, ampliando seus espaços e consolidando-se como uma iniciativa de ocupação noturna da cidade. Ele relembra que, na primeira edição, a divulgação foi menor e as atividades eram mais restritas, mas que atualmente o evento conta com uma programação mais extensa e diversos locais de realização. Fernandes também comentou sobre o crescimento da participação e a diversidade de públicos, embora indique que sua presença costuma ser moderada, encerrando sua participação por volta da meia-noite ou uma hora da manhã.
Outra participante, Mariana Ash Fernandes, que frequenta a Virada há três anos, relatou ter passado por experiências negativas em edições anteriores, incluindo episódios de assalto. No entanto, ela expressou esperança de que este ano a situação seja diferente. Mariana chegou ao evento com uma programação planejada, incluindo atrações como Samba da Meia-Noite, DJ Akira, Alceu Valença e Banquete Coletivo. Ela afirmou estar aproveitando a programação de forma mais organizada, com um cronograma previamente definido.
A programação principal desta edição inclui o show de Alceu Valença, previsto para às 22h40 na Praça da Estação, considerada uma das principais atrações do evento. Além das apresentações, a Virada Cultural movimenta a economia local, com destaque para o Viradão Gastronômico e a oferta de transporte gratuito aos domingos, facilitando o deslocamento do público pelo centro da cidade.
A programação se estende até o domingo à noite, com atividades distribuídas por diversos pontos do centro de Belo Horizonte, promovendo a ocupação cultural do espaço público e incentivando a participação de diferentes segmentos da sociedade.








