A ex-prefeita de Contagem e candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Senado Federal, Marília Campos, afirmou que a democracia brasileira só atingirá seu pleno potencial com uma maior participação feminina nos espaços políticos do país. Durante uma sabatina promovida pelo portal Itatiaia, ela destacou o desalinho entre o número de eleitoras no Brasil e a representação de mulheres nas principais instituições políticas, ressaltando que, apesar de serem a maioria da população, as mulheres continuam sub-representadas.
Marília Campos apontou que, atualmente, o Senado Federal conta com 81 senadores, dos quais apenas 15 são mulheres, o que representa aproximadamente 18,5% do total. Ela reforçou a importância de ampliar essa participação, não apenas para refletir a composição demográfica do país, mas também para garantir uma representação mais ampla e diversificada. Segundo ela, a presença de mais mulheres na política é fundamental para defender pautas específicas, como o combate ao feminicídio, a autonomia feminina e políticas voltadas para os interesses das mulheres brasileiras.
A candidata do PT enfatizou que a presença feminina na política não se limita à questão de números, mas também à capacidade de promover políticas públicas que atendam às necessidades específicas de mulheres e de grupos minoritários. Ela destacou que a maior representatividade feminina contribuiria para uma legislação mais sensível às questões de gênero e para uma atuação mais efetiva no enfrentamento de problemas como a violência de gênero e a desigualdade social.
Além das questões de representação, Marília Campos abordou os desafios financeiros enfrentados por Minas Gerais. Ela alertou para os obstáculos orçamentários que o estado deve enfrentar nos próximos anos, especialmente devido às obrigações financeiras já assumidas. Segundo ela, a lei orçamentária do próximo ano prevê um desembolso de R$ 12 bilhões para pagamento de dívidas estaduais, o que limita significativamente os recursos disponíveis para investimentos em áreas essenciais como segurança, saúde e infraestrutura.
A candidata destacou que, com essa quantia destinada ao pagamento de dívidas, Minas Gerais fica com uma capacidade reduzida de realizar investimentos necessários ao desenvolvimento do estado. Ela defendeu uma articulação política eficiente para garantir que os recursos públicos sejam utilizados de forma a promover melhorias nas condições de vida da população mineira, mesmo diante das restrições orçamentárias. Marília Campos reforçou a necessidade de diálogo com o governo federal e outros órgãos de gestão para assegurar recursos que possibilitem avanços em setores prioritários para Minas Gerais.







