João Marcello Bôscoli, filho mais velho da cantora Elis Regina, revelou que o novo documentário intitulado “Elis & Eu” trouxe à tona recordações de sua infância e juventude relacionadas à mãe, falecida em 19 de janeiro de 1982, aos 36 anos. A produção, inspirada no livro homônimo escrito pelo próprio produtor musical, está disponível no serviço de streaming Universal + e inclui depoimentos de pessoas que conviveram com Elis Regina, além de cenas dramatizadas que reconstroem momentos importantes da trajetória da artista.
Em entrevista ao portal Metrópoles, João Marcello afirmou que quase tudo o que lembra daquele período está presente no documentário. Segundo ele, ao assistir a alguns depoimentos, conseguiu rememorar detalhes que estavam guardados na memória, incluindo pequenas lembranças e fragmentos que, embora simples, possuem grande valor emocional. “Tudo o que lembro desse período, quase tudo está ali”, declarou, destacando a importância do material para manter viva a história da mãe.
João Marcello também comentou sobre a relevância de Elis Regina na cultura brasileira, ressaltando que sua memória transcende a esfera familiar e faz parte do patrimônio cultural do país. Ele destacou ainda que a artista tem conquistado novas gerações, que continuam descobrindo sua música, especialmente as composições dos anos 1960 a 1980. Segundo o produtor musical, Elis Regina “tem a sorte de ser constantemente descoberta e ouvida”, reforçando a importância de preservar e divulgar seu legado.
O documentário “Elis & Eu” também apresenta uma abordagem pessoal do filho, que abre seu coração ao relembrar momentos com a mãe. Entre as declarações marcantes, João Marcello compartilha como conseguiu guardar as memórias após a perda, afirmando que, para eles, Elis nunca morreu de fato. Ele explicou que, naquele momento difícil, sentiu a necessidade de reunir todas as lembranças e guardá-las, o que o ajudou a lidar com a dor. “Naquele momento, é como se a minha cabeça tivesse pego todas as memórias e guardado. Muitas das coisas que lembro, provavelmente não lembraria se ela tivesse ficado viva”, revelou.
Além de suas próprias memórias, João Marcello também passou relatos e sensações para seus irmãos mais novos, Pedro Mariano e Maria Rita, ambos também ligados à música e à história da mãe. Ele enfatiza que esse processo de recordação e compartilhamento é muito rico e mexe profundamente com os sentimentos e emoções de toda a família. O impacto dessas memórias, segundo ele, é uma forma de manter viva a essência de Elis Regina e fortalecer sua presença na cultura brasileira contemporânea.
O documentário, que inclui cenas dramatizadas e depoimentos de pessoas próximas à artista, busca ampliar o diálogo afetivo sobre a voz e o legado de Elis Regina, contribuindo para que novas gerações possam compreender a importância da cantora na história musical do Brasil. A produção reforça o papel de Elis como uma das maiores vozes nacionais, cuja influência permanece viva, alimentando a memória afetiva e cultural do país.









