As federações Brasil da Esperança, composta pelos partidos PT, PCdoB e PV, e o partido PSOL/Rede protocolaram nesta quarta-feira (2) uma petição dirigida ao presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, solicitando maior transparência e igualdade na condução das investigações relacionadas ao caso do Banco Master. O documento também requer a quebra do sigilo dos documentos referentes ao procedimento conhecido como Dark Horse e pede a substituição do ministro André Mendonça na relatoria do caso por suspeição.
A petição enfatiza a necessidade de que o STF estabeleça critérios claros para o levantamento do sigilo dos processos e assegure tratamento equitativo às investigações, independentemente dos envolvidos. Segundo os autores do pedido, a adoção de regras uniformes contribuiria para fortalecer a credibilidade e a transparência das apurações em andamento.
Pedro Uczai, líder do PT na Câmara dos Deputados, afirmou que o objetivo da iniciativa não é proteger ou esconder qualquer investigado, mas garantir que todos sejam submetidos aos mesmos critérios de investigação. “O caso do Banco Master precisa de tratamento isonômico e transparente. Não queremos esconder nem proteger ninguém, queremos que todos sejam investigados da mesma forma”, declarou Uczai.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) questionou a condução do processo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e questionou por que o ministro André Mendonça permaneceu na relatoria do caso. Ela também defendeu o ministro Alexandre de Moraes diante das críticas feitas pela oposição, ressaltando que a investigação deve alcançar todos os envolvidos de forma equitativa, sem distinções.
Lindbergh Farias (RJ), por sua vez, reforçou o pedido para que seja levantado o sigilo de todos os elementos relacionados ao Banco Master. Segundo ele, a petição busca que a Presidência do STF esclareça os critérios utilizados para autorizar a divulgação de informações sob sigilo, defendendo maior transparência e isonomia no tratamento dos dados. “O que queremos é isonomia de tratamento. Que o sigilo seja aberto para todo o caso Banco Master e que haja transparência sobre os critérios adotados pelo Supremo”, afirmou.
A iniciativa ocorre em um momento de intensas discussões sobre a condução das investigações envolvendo o Banco Master, especialmente diante de críticas de parlamentares à divulgação seletiva de informações de processos em tramitação no STF. As federações de esquerda sustentam que a adoção de critérios uniformes na divulgação de dados e na condução das apurações é fundamental para fortalecer a credibilidade do sistema judiciário e garantir a transparência necessária às investigações de alta relevância política e econômica.







