A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) prevê que o abastecimento de água nos bairros de Belo Horizonte e na Região Metropolitana seja completamente normalizado até a noite desta quinta-feira, 3 de novembro. Apesar disso, as obras emergenciais que motivaram a crise hídrica continuam em andamento e deverão se estender até sábado, 5 de novembro, conforme informações divulgadas pela própria companhia.
Segundo o boletim diário de abastecimento publicado pela Copasa, cerca de 90% das áreas afetadas pelo desabastecimento já tiveram o fornecimento de água restabelecido. A atualização sobre o andamento das intervenções e a situação nas regiões atingidas tem sido constante durante o período de crise, buscando informar a população sobre o progresso das ações emergenciais.
Na quarta-feira, 2 de novembro, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, do União Brasil, afirmou ter cobrado providências da companhia para solucionar o problema que, desde domingo, 29 de outubro, vem afetando principalmente moradores da Região Oeste da capital. Damião criticou a dependência de medidas paliativas, como o envio de caminhões-pipa, destacando que a prioridade deve ser a retomada efetiva do abastecimento nas torneiras das residências.
“Eu entendo as dificuldades da Copasa, mas nós não podemos ficar entendendo para o resto da vida. Preciso de solução na torneira das pessoas. Não é na caixa d’água delas”, afirmou o prefeito, reforçando a necessidade de uma solução definitiva para o problema.
A origem da crise na Região Oeste remonta a 19 de agosto, quando uma adutora de grande porte se rompeu na Rua Xapuri, no bairro Nova Granada. De acordo com a Copasa, a tubulação afetada passava sob uma edificação construída sobre a área onde está instalada a rede de abastecimento, o que complicou o reparo convencional. O rompimento causou danos estruturais à residência, que precisou ser interditada pela Defesa Civil.
Por conta do risco de intervenção direta sob a edificação, a Copasa adotou uma solução alternativa: isolou temporariamente o trecho danificado e modificou a configuração hidráulica da rede para manter o fluxo de água. No entanto, essa alteração resultou em redução da vazão e oscilações de pressão, efeitos mais perceptíveis nas regiões de maior altitude, como os bairros Buritis, Estoril e Nova Suíça. Nos últimos dias, a instabilidade se agravou, levando moradores a relatarem períodos prolongados sem água.
Para resolver o problema, a Copasa montou uma força-tarefa composta por equipes das áreas operacional, de engenharia e de desenvolvimento social. A companhia afirma que elaborou um plano de ação considerando a complexidade das intervenções necessárias, e que os trabalhos emergenciais se estenderão até o próximo sábado, 5 de novembro, com o objetivo de restaurar a estabilidade do abastecimento na região afetada.








