A apresentadora Carol Lekker anunciou sua saída do programa “Fofocalizando”, do SBT, na madrugada desta quarta-feira, 9 de setembro. Ela justificou sua decisão pela recusa da emissora em conceder um aumento salarial solicitado por ela, além de relatar dificuldades financeiras que a impedem de manter seu padrão de vida em São Paulo. A artista afirmou que, atualmente, recebe cerca de R$ 10 mil por mês na atração, valor insuficiente para cobrir suas despesas na capital paulista.
Em um vídeo divulgado pelo seu perfil no Instagram, Carol detalhou o impacto dessa situação em sua saúde física e mental. Ela revelou estar tomando medicamentos para depressão e ansiedade, além de relatar queda de cabelo e outros problemas de saúde decorrentes do estresse financeiro. “Estou me vendo na situação de chegar no final do mês e não ter dinheiro para comer”, afirmou, demonstrando a gravidade de sua condição.
A apresentadora também rebateu críticas de internautas, esclarecendo que sua decisão não tem relação com o valor do salário em si, mas com suas condições de vida. Ela explicou que, embora seja grata ao SBT e tenha uma relação positiva com a emissora, o valor recebido não é suficiente para cobrir suas despesas diárias em São Paulo, especialmente considerando que ela não reside na cidade há uma década. “Larguei tudo pelo meu sonho, e entendo que, para quem vive aqui há mais tempo, esse valor pode parecer alto, mas para mim, não é”, ressaltou.
Carol contou ainda que comunicou sua intenção de deixar o programa ao seu diretor e que sua saída seria até o final do contrato. Ela afirmou que não desejava sair, mas que a situação financeira tornou inviável sua permanência. “Combinei com o SBT que cumpriria até o final, mas não tenho condições de continuar”, explicou.
A apresentadora detalhou seus gastos diários para manter sua rotina na televisão. Ela destacou que, sem carteira de motorista, depende de Uber para deslocamentos, o que lhe custa aproximadamente R$ 300 por dia — incluindo ida e volta do trabalho. Além disso, citou seu aluguel, que ultrapassa R$ 3 mil mensais, além de despesas com alimentação e outras necessidades básicas. Esses fatores contribuem para que ela sinta que seu salário atual não cobre suas despesas essenciais.
Segundo apuração do portal LeoDias, antes de decidir deixar o programa, Carol tentou negociar um aumento salarial com o SBT, mas a emissora teria informado que, devido ao momento financeiro delicado, não seria possível realizar esse reajuste. A justificativa estaria relacionada às dificuldades econômicas enfrentadas por muitas empresas neste ano, agravadas pela ausência de ações de merchandising na programação, uma das fontes de renda adicional para os apresentadores.
No caso de Carol Lekker, sua ausência de ações de merchandising no “Fofocalizando” — ela é a única entre os atuais apresentadores que não realiza esse tipo de publicidade — também contribui para sua renda limitada. A artista chegou oficialmente ao programa em fevereiro de 2023, após sua participação em “A Fazenda”, e assinou contrato com o SBT no mês seguinte. Sua contratação foi marcada por uma projeção nacional, o que elevou sua visibilidade na mídia.
A decisão de Carol, portanto, reflete não apenas dificuldades financeiras, mas também o impacto de uma estrutura salarial incompatível com o custo de vida na maior cidade do país. Sua situação evidencia os desafios enfrentados por profissionais de televisão que, apesar de visibilidade, muitas vezes encontram obstáculos para manter suas condições de vida devido às limitações financeiras impostas por contratos e estratégias de monetização das emissoras.









