O governo dos Estados Unidos, durante a administração de Donald Trump, reafirmou nesta semana que não há envolvimento ou intenção de interferir nas eleições do Brasil, após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que manifestou suspeitas acerca de possíveis influências externas, incluindo o uso de inteligência artificial e a atuação de figuras políticas americanas, como o secretário de Estado, Marco Rubio.
Em entrevista concedida à CNN Brasil e ao blog de Priscila Yazbek, a porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, afirmou categoricamente que a atuação sobre processos eleitorais de outros países não faz parte da estratégia dos Estados Unidos. Segundo ela, o foco do governo norte-americano permanece nas prioridades internas, como segurança, prosperidade e paz, reafirmando que não há planos ou discussões oficiais para influenciar o resultado das eleições brasileiras. Roberson destacou que as declarações de Trump reforçam esse posicionamento, enfatizando que a intervenção em eleições estrangeiras não faz parte do seu escopo de atuação.
A representante diplomática também negou qualquer discussão ou intenção de influenciar o processo eleitoral no Brasil, reforçando o princípio da soberania nacional. Ela declarou que os Estados Unidos respeitam a autonomia do Brasil na condução de suas eleições, ressaltando que o país acompanha o pleito de perto, mas sem interferir nos seus desfechos. Roberson afirmou ainda que o governo americano deseja eleições livres, transparentes e reconhece a soberania brasileira, deixando claro que o resultado eleitoral é uma decisão do povo brasileiro.
As declarações de Lula, feitas nesta segunda-feira (21), ganharam destaque após o presidente manifestar preocupação com possíveis interferências externas no processo eleitoral brasileiro. Durante entrevista à âncora da CNN, Christiane Amanpour, Lula afirmou estar “muito preocupado” com indícios de interferência de inteligência artificial e citou especificamente Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, por sua ligação com grupos políticos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, conhecido por sua relação com o bolsonarismo. Lula chegou a declarar que, por enquanto, suas suspeitas permanecem no campo da conjectura, mas que a possibilidade de intervenção é motivo de preocupação.
Questionada sobre se há algum desfecho considerado mais favorável por parte do administração Trump ou de Marco Rubio para as eleições brasileiras, Roberson não manifestou preferência por qualquer resultado específico. Ela reforçou que a decisão sobre quem será o próximo presidente do Brasil cabe ao povo brasileiro e que os Estados Unidos desejam uma eleição livre, democrática e transparente. A porta-voz destacou ainda o histórico de cooperação bilateral, afirmando que os Estados Unidos têm trabalhado com diferentes lideranças políticas ao longo do tempo e esperam que esse relacionamento continue de forma independente do espectro político do governo eleito.
Por fim, Roberson comentou sobre a questão da segurança pública, afirmando que os Estados Unidos gostariam que o Brasil adotasse medidas mais enérgicas contra organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho. Quando questionada se um eventual governo de Flávio Bolsonaro poderia ser mais colaborativo nesse combate, ela respondeu que essa decisão cabe aos brasileiros, reforçando que os Estados Unidos trabalharão com o governo que for eleito, independentemente de sua orientação política, para enfrentar desafios comuns, sobretudo na área de segurança nacional.







