A família de Caique Vitor, de 16 anos, estáQuestionando as circunstâncias de sua morte, após descobrir, durante o velório, que ele pode ter sido vítima de agressões físicas antes de falecer. Inicialmente, a morte do jovem havia sido atribuída a uma suspeita de overdose, mas imagens obtidas posteriormente indicam que ele foi espancado por um grupo de amigos pouco antes do falecimento, levantando suspeitas de homicídio.
Segundo relatos, tudo começou na última segunda-feira, 21 de outubro, quando familiares receberam a notícia de que Caique havia sido encontrado desacordado em uma rua próxima à residência da família, localizada em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Pessoas que estavam no local afirmaram que o jovem teria sofrido uma overdose após consumir uma grande quantidade de drogas, e que teria caído ao tentar se deslocar, sofrendo ferimentos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e tentou reanimar Caique, mas sem sucesso. Após perícia, foram constatadas marcas de ferimentos nas costas e no pescoço do adolescente, que a família inicialmente interpretou como consequência da queda.
No entanto, na manhã do dia seguinte, durante o velório, familiares receberam um vídeo de câmeras de segurança que mudaria completamente a narrativa. As imagens mostram Caique na rua, acompanhado por alguns amigos, quando um grupo de adolescentes se aproxima e inicia uma agressão física. As cenas revelam que ele foi atingido com pedaços de madeira, além de levar chutes e socos. Em determinado momento, Caique parece perder a consciência e é arrastado pela via pública. A descoberta levou a família a registrar um boletim de ocorrência na Polícia Militar, após assistir ao vídeo, no qual identificaram que alguns dos agressores eram conhecidos.
Luana de Paula, prima de Caique, afirmou que, ao assistir às imagens, a família ficou chocada e saiu imediatamente para registrar a ocorrência policial. Ela revelou que uma das pessoas que aparecem no vídeo é próxima da vítima, o que agravou ainda mais a dor da família. Além disso, a prima destacou que, até então, acreditava-se que a jovem tinha morrido por overdose, mas o vídeo revelou uma possível causa diferente, que motivou a busca por justiça.
A avó de Caique, Leonice Eustáquio, explicou que o jovem perdeu a mãe há cerca de três anos, vítima de câncer, e que desde então enfrentava dificuldades relacionadas ao uso de drogas. Ela afirmou que Caique nunca tinha se envolvido em desentendimentos na rua, o que torna a agressão ainda mais incompreensível. Leonice ressaltou que Caique era uma pessoa muito querida, trabalhador, e que, após a perda da mãe, passou a enfrentar problemas emocionais e de comportamento. Ela também afirmou que não entende o motivo da agressão, reforçando que amizade verdadeira não deveria culminar em violência mortal.
A família ainda aguarda o laudo da necropsia para determinar oficialmente a causa da morte, mas acredita que as agressões físicas possam ter contribuído para seu falecimento, conforme indicam as marcas encontradas no corpo do jovem. A mãe e os demais familiares cobram uma investigação rigorosa por parte das autoridades e pedem justiça. A avó de Caique expressou seu desespero e dor, afirmando estar em estado de choque e sob medicação devido ao impacto emocional do caso.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que aguarda a conclusão dos laudos periciais, que deverão esclarecer as circunstâncias e causas exatas da morte de Caique. A instituição ressaltou que outras informações só serão divulgadas após a finalização dos procedimentos investigativos. A situação levanta questões sobre a violência entre jovens na região metropolitana de Belo Horizonte e reforça a necessidade de apuração detalhada dos fatos para responsabilização dos envolvidos.








