Na noite da última quinta-feira, 24 de setembro, Veronica Costa, popularmente conhecida como a “Mãe Loira do Funk”, foi presa após uma longa fuga que mobilizou a Polícia Civil. Condenada em última instância a mais de dez anos de prisão por um caso de tortura envolvendo seu ex-marido, ela chegou à delegacia visivelmente abalada e expressou forte insatisfação com a decisão judicial, alegando que se trata de uma injustiça e uma demonstração de “maldade”.
A empresária e ex-vereadora foi localizada em um distrito de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, onde sua captura encerrou uma fuga que durou vários dias. Antes de ser detida, ela havia sido considerada foragida após uma tentativa frustrada de localização em sua residência na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Os agentes chegaram à sua mansão, mas não a encontraram, o que levou à sua classificação como foragida. Segundo informações da CNN Brasil, a fuga de Veronica foi marcada por estratégias elaboradas, incluindo a troca de veículos até quatro vezes, na tentativa de despistar a polícia, culminando na sua eventual localização no Vale das Videiras, uma região de difícil acesso na cidade de Petrópolis.
O processo que resultou na condenação de Veronica Costa tramita na Justiça desde 2011. Na época, seu então marido, Márcio Costa, acusou-a de tê-lo submetido a uma sessão de tortura que durou quase 20 horas, envolvendo amarras, agressões físicas e ameaças com gasolina e inseticida. A condenação final foi confirmada em última instância, levando à sua prisão definitiva.
Durante sua chegada à delegacia, Veronica fez um desabafo contundente contra o sistema judiciário, alegando que ela não representa uma criminosa e que sua história de vida é marcada por trabalho e dedicação ao povo. Ela afirmou que foi vítima de uma falha grave do Judiciário e relatou o episódio de pânico durante a abordagem policial, incluindo uma afirmação de que teve uma arma apontada para sua cabeça. Sua declaração foi marcada por emoções, na qual ela reforçou que sua prisão é uma “maldade” e uma injustiça, defendendo sua integridade e sua trajetória de vida.
A operação que culminou na prisão de Veronica também resultou na detenção de seus irmãos, Bruno e Tatiane Costa, além do cunhado Bruno Marcelo, todos condenados pelo mesmo crime de tortura. O padrasto da artista, Sebastião de Oliveira Evangelista, conseguiu escapar da ação policial e permanece foragido, sendo alvo de buscas pelas autoridades.
Este caso evidencia uma disputa judicial que se arrasta há mais de uma década, envolvendo acusações graves e uma fuga que chamou atenção pela sua estratégia de despistar a polícia. A prisão de Veronica Costa marca um desfecho importante nesse processo, enquanto ela mantém sua postura de contestação às decisões judiciais, alegando injustiça e maldade na sua condenação.







