A morte de um adolescente de 16 anos, inicialmente atribuída a uma suspeita de overdose, está sendo investigada como possível homicídio na cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso ocorreu na noite da última segunda-feira, dia 21 de novembro, no bairro Parque Maracanã, e ganhou novos desdobramentos após a análise de imagens de câmeras de segurança da área.
A vítima foi identificada como Kaiky Vitor dos Santos Ferreira. Segundo informações preliminares, ele morreu após bater a cabeça no meio-fio, o que inicialmente levou as autoridades a concluírem que a causa da morte teria sido uma overdose de loló, uma substância inalante, consumida por Kaiky juntamente com outros quatro amigos. Familiares relataram que, após o uso excessivo da droga, o adolescente teria passado mal, caído e se ferido ao bater a cabeça no chão, levando à sua morte.
No entanto, após a obtenção de imagens de câmeras de segurança, os familiares de Kaiky tiveram acesso às gravações que revelaram uma versão diferente dos acontecimentos. As imagens mostram que o jovem foi agredido com um pedaço de madeira e empurrado por alguns dos amigos que estavam com ele no momento. Esses novos detalhes levantaram suspeitas de que a morte de Kaiky possa não ter sido um acidente, mas sim resultado de uma agressão intencional.
Diante dessas evidências, os familiares do adolescente solicitaram que o caso seja devidamente apurado pelas autoridades. Uma prima de Kaiky, que concedeu entrevista à Rádio Itatiaia, afirmou que as imagens demonstram que a morte foi provocada por alguém e que a situação é de injustiça. Ela destacou que “ele não teve nem como se defender” e que a violência sofrida foi injusta, reforçando a necessidade de uma investigação aprofundada.
A parente também afirmou que não conhece as pessoas que estavam com Kaiky no momento, evitando fazer julgamentos prematuros sobre os envolvidos. “Eu não vou julgar ninguém porque eu não conheço. Eu só sei que, até então, a gente vai correr atrás da justiça, porque ele não pode morrer simplesmente assim, dado como noiado. Ele não é noiado e ele tem família”, declarou, reforçando a tristeza e a busca por esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.
O caso segue sob investigação pelas autoridades locais, que buscam esclarecer se a morte de Kaiky Vitor foi realmente consequência de uma agressão ou se houve outros fatores envolvidos. A divulgação do vídeo e as novas evidências reforçam a necessidade de apuração rigorosa para determinar a responsabilidade pelos fatos e garantir que a justiça seja feita.








