Uma mulher de 42 anos, mãe de uma jovem de 22 anos diagnosticada com autismo e deficiência intelectual, procurou as autoridades para denunciar o abuso sexual que sua filha teria sofrido após sair de casa na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Segundo relato da mãe, a jovem desapareceu por aproximadamente 14 horas após receber, por meio de um aplicativo de mensagens, o endereço de um homem de 23 anos, com quem teria combinado um encontro. A jovem, que possui dificuldades de comunicação, foi localizada posteriormente por familiares em uma residência localizada em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana da capital mineira.
De acordo com a mãe, ela percebeu o desaparecimento da filha logo após retornar para casa, momento em que iniciou as buscas e acionou a Polícia Militar. Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada da jovem em um carro, embora não tenham conseguido identificar a placa do veículo. A mãe destacou que, por sua condição, a filha não possui maldade ou intenções maliciosas, reforçando a preocupação com o bem-estar da jovem.
Após intensas buscas, um dos irmãos conseguiu rastrear o celular da jovem através de uma conta de e-mail vinculada ao aparelho, o que levou a família até um endereço em Ribeirão das Neves. No local, a jovem foi encontrada deitada em uma cama, acompanhada pelo suspeito de 23 anos e por outro homem de 40 anos. A Polícia Militar foi acionada e conduziu os dois homens à delegacia para depoimento. A família afirma que a jovem foi vítima de abuso sexual pelo suspeito de 23 anos, e o caso está sob investigação pela Polícia Civil.
Após o depoimento, os dois homens foram liberados, mas a investigação prossegue. A mãe revelou que, após a liberação, o suspeito enviou mensagens ameaçadoras e de conteúdo obsceno para familiares da jovem, incluindo uma suposta confirmação de que manteve relações sexuais com ela. Em uma das mensagens, atribuída ao suspeito, ele teria dito: “Cês vai ver. Cês vai bater de frente com a morte.” Essas ameaças começaram logo após a liberação, e algumas mensagens teriam sido posteriormente apagadas, o que agravou o estado emocional da família.
A mulher relatou que, com medo das ameaças, teve sua rotina alterada e está enfrentando dificuldades para trabalhar. Ela expressou sua preocupação e pediu que o caso seja devidamente investigado, solicitando medidas que possam garantir a segurança de sua filha e punir os responsáveis. A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias do ocorrido e busca esclarecer todos os detalhes do caso, que envolve ainda questões sensíveis relacionadas ao cuidado e proteção de indivíduos com autismo.








