A combinação de altas temperaturas e elevado consumo de água tem causado uma redução significativa nos níveis dos reservatórios na Região Metropolitana de Belo Horizonte, resultando em possíveis interrupções no fornecimento de água em bairros de Contagem nesta segunda-feira, dia 28. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que, devido às condições climáticas extremas, o abastecimento nos bairros Darci Ribeiro, Icaivera e Santa Filomena poderá apresentar intermitências ao longo do dia, com previsão de normalização gradual durante a noite. A companhia orienta que residências equipadas com caixas-d’água possam não sentir os efeitos das interrupções momentâneas.
Este alerta ocorre após um domingo marcado por recordes de calor na capital mineira. Belo Horizonte atingiu a temperatura de 35,6°C em Venda Nova, a maior registrada até então em 2026, superando o recorde anterior de 35,4°C, registrado na Pampulha em 30 de agosto. Essas temperaturas elevadas representam um aumento acentuado em relação às médias sazonais e têm contribuído para o agravamento do quadro de estiagem na região.
A previsão para esta segunda-feira indica que a temperatura máxima em Belo Horizonte deve atingir aproximadamente 34°C. Além disso, a umidade relativa do ar pode cair para cerca de 20% durante a tarde, elevando o risco de problemas relacionados ao tempo muito seco e ao calor intenso. A Defesa Civil reforça a necessidade de cuidados, destacando que o céu deve permanecer claro a parcialmente nublado, o que favorece a manutenção das altas temperaturas ao longo do dia.
O fenômeno de temperaturas extremas na região vem sendo registrado com maior frequência neste início de setembro, que já acumula alguns dos maiores índices térmicos do ano. No último domingo, a marca de 35,6°C superou o recorde anterior de 35,4°C na Pampulha, marcando uma tendência de dias cada vez mais quentes. Outros recordes também foram observados neste mês, como 35,2°C em Venda Nova no dia 22, 34,6°C na Pampulha em 12 de setembro, e 34,3°C em 5 de setembro, demonstrando uma sequência de temperaturas elevadas acompanhadas de índices de umidade bastante baixos.
A baixa umidade do ar, que pode atingir 20% durante a tarde, aumenta o risco de problemas de saúde relacionados ao calor e agrava a situação de escassez hídrica. A combinação de fatores ambientais reforça a necessidade de medidas de economia de água e de atenção às condições de saúde, especialmente em áreas mais vulneráveis. A situação evidencia o impacto das mudanças climáticas na região, que tem enfrentado períodos prolongados de estiagem e temperaturas extremas, agravando os desafios na gestão de recursos hídricos.
A Copasa e órgãos de defesa civil continuam acompanhando a situação, reforçando a importância do uso racional da água e a necessidade de preparação para possíveis novos episódios de escassez. A normalização do abastecimento deve ocorrer de forma gradual ao longo da noite, mas moradores de áreas afetadas devem permanecer atentos às orientações oficiais.








