O Atlético Mineiro anunciou nesta quarta-feira (26) o afastamento do empresário Daniel Vorcaro de seu Conselho de Administração. Ele foi preso pela Polícia Federal no dia 17 de setembro por envolvimento em um esquema de fraudes que pode ter movimentado até R$ 12 bilhões. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária realizada na última sexta-feira (21).
Em nota oficial, o clube justificou que o afastamento decorre de “fatos de conhecimento público que geraram impedimentos para o exercício regular de suas funções“. A vaga no Conselho permanecerá aberta até nova deliberação dos acionistas. A SAF atleticana reforçou em seu comunicado o “compromisso com a transparência e as melhores práticas de governança“.
A operação da PF investiga a emissão de documentos de dívida falsos atribuídos ao Banco Master, instituição que era presidida por Vorcaro. Segundo as investigações, o banco teria criado papéis sem valor real ou com informações fraudulentas, configurando crimes como gestão fraudulenta e organização criminosa.
O esquema foi desmontado no mesmo dia em que um consórcio anunciou a compra do Banco Master por R$ 3 bilhões, com participação de investidores dos Emirados Árabes. Como consequência, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição e bloqueou os bens de seus controladores.
Os advogados de Vorcaro negam que o empresário tenha tentado deixar o país e afirmam que ele sempre se colocou à disposição das autoridades. Paralelamente, o BRB – um dos envolvidos na operação – informou que contratará uma auditoria independente para apurar possíveis falhas em seus controles internos.
Vorcaro, que possui 20,2% da SAF do Atlético-MG por meio do Galo Forte FIP, teve a origem de seus investimentos – cerca de R$ 300 milhões – alvo de apuração na Operação Carbono Oculto, que investiga possível conexão com o PCC. Essa operação não tem relação com a prisão do investidor, sendo um trabalho separado da Polícia Federal.
Na semana passada, o clube emitiu nota afirmando não ter conhecimento de irregularidades relacionadas aos aportes, destacando que o fundo de investimento é regulado pela CVM e administrado por instituição autorizada.
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