O prefeito de Contagem, Ricardo Faria, decretou situação de emergência em saúde pública nesta terça-feira, 7 de abril, devido ao crescimento dos casos de doenças respiratórias nas últimas semanas, com impacto maior em crianças e idosos. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais indicam que, em 2026, o município registrou 381 internações e 21 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave, que é a forma severa de infecções como gripe e Covid-19. Os vírus identificados na cidade foram H3N2, SARS-CoV-2, Influenza A e Rinovírus. Do total de casos graves, 36% ocorreram em crianças de até 5 anos e 26,3% em idosos.
A medida de emergência permite que a prefeitura realize contratações de profissionais e compra de medicamentos sem licitação, além de facilitar o pedido de verbas aos governos estadual e federal. O objetivo é ampliar o atendimento nas unidades de urgência e acelerar as ações de prevenção. A rede de saúde já opera com capacidade aumentada nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para adultos e expandiu o atendimento infantil nas UPAs Ressaca, Vargem e Industrial. No Centro Materno Infantil, foram criados dez novos leitos de UTI pediátrica.
Para reforçar a assistência, 15 médicos começaram a atender adultos e 12 passaram a atuar na pediatria. Também foram integrados nove enfermeiros e 12 técnicos de enfermagem, com previsão de chegada de mais 12 técnicos, três fisioterapeutas e um enfermeiro na próxima semana. Todos esses profissionais foram selecionados para suprir a demanda atual. Em Minas Gerais, as notificações de doenças respiratórias somaram 6.189 até o fim de março, sendo que Belo Horizonte registrou 814 crianças internadas no período. As autoridades reforçam que a vacinação contra gripe, Covid-19, pneumonia e influenza tipo B é a principal forma de prevenção, e gestantes contam também com o imunizante contra o vírus sincicial respiratório.








