O desabamento de um imóvel de quatro pavimentos no bairro Jardim Vitória, Região Nordeste de Belo Horizonte, deixou seis mortos e nove pessoas desaparecidas até o início da tarde desta quinta-feira (5). A Casa de Repouso Pró-Vida, que ocupava o primeiro andar da edificação, desmoronou por volta de 1h30, enquanto 29 pessoas estavam no local.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, nove pessoas que estavam em uma área da estrutura que não colapsou conseguiram sair por conta própria. Outras oito vítimas foram resgatadas com vida durante a manhã e encaminhadas para hospitais da capital, entre elas uma criança de dois anos e um idoso de 87 anos, que chegou a se comunicar com os bombeiros enquanto estava soterrado.
Entre as vítimas fatais confirmadas está Renato Duarte, de 31 anos, filho do proprietário do lar de idosos. As outras cinco mortes são de quatro idosos e uma pessoa ainda não identificada . As equipes de resgate seguem trabalhando nos escombros em busca dos nove desaparecidos, concentrando as buscas em quatro suítes do imóvel.
A edificação, localizada na Rua Soldado Mário Neto, abrigava diferentes atividades. No térreo funcionava uma clínica de bronzeamento artificial. O lar de idosos ocupava o primeiro andar, a residência do proprietário ficava no segundo pavimento e uma academia de ginástica funcionava no terceiro.
A Defesa Civil informou que não chovia no momento do acidente e que a região não é considerada área de risco geológico, o que reforça a suspeita de problema estrutural . A Polícia Civil já iniciou a investigação e peritos encontraram indícios de que havia uma obra de ampliação em andamento no imóvel, embora ainda não seja possível relacionar essa reforma ao desabamento.
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o lar de idosos estava regularizado, com alvará de funcionamento válido até 2030 e alvará sanitário em dia. A última vistoria da Vigilância Sanitária foi realizada em janeiro deste ano.
As buscas mobilizam 103 militares do Corpo de Bombeiros, com 15 viaturas, além de equipes do Samu e da Polícia Militar O trabalho é feito de forma manual e cuidadosa para evitar novos desabamentos. Uma das medidas previstas nas próximas horas é a demolição controlada de uma parede que ainda está de pé, o que deve facilitar o acesso das equipes às áreas onde podem estar as vítimas desaparecidas.






