O preço dos imóveis novos em Belo Horizonte e Nova Lima acumulou uma alta de 95,79% entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025. O percentual é mais que o dobro da inflação oficial do período, medida pelo IPCA, que foi de 39,15%. O avanço também supera o aumento dos custos da construção civil, que subiram 61,45% no mesmo intervalo, segundo o CUB Total/MG.
Em 2025, foram vendidos 7.545 apartamentos novos e lançadas 7.121 unidades nas duas cidades. Apesar de uma leve queda de 5,92% nas vendas em relação ao recorde de 2024, o resultado foi o segundo melhor da série histórica, iniciada em 2016.
Quem mais puxou as vendas foram os imóveis compactos — studios, lofts e apartamentos de um quarto. As comercializações desse padrão cresceram 54,6% em relação ao ano anterior e responderam por 27,4% de todas as unidades vendidas, o equivalente a 2.071 apartamentos.
Os imóveis na faixa entre R$ 350 mil e R$ 700 mil, classificados como padrão standard, lideraram as vendas: 2.310 unidades, ou 30,6% do total. Os de padrão médio vieram em seguida, com 20,4% (1.542 apartamentos). Já no topo da pirâmide, o segmento superluxo — imóveis acima de R$ 4 milhões — vendeu todas as 134 unidades lançadas ao longo do ano.
Os números são do Censo do Mercado Imobiliário, levantamento do Sinduscon-MG em parceria com a Brain Consultoria. A economista-chefe do sindicato, Ieda Vasconcelos, aponta que o preço do terreno, que não entra no cálculo do CUB, tem peso relevante na composição final do valor e vem pressionando o mercado. A escassez de oferta também contribui para a valorização.
A região Centro-Sul de Belo Horizonte foi o grande polo do setor em 2025. Por lá, ficaram 36,9% dos lançamentos e 32,9% das vendas — 2.479 unidades. O estoque disponível na região também é o maior: 41,1% do total.
Outras regiões da capital também tiveram participação expressiva. A Nordeste vendeu 1.034 unidades; a Oeste, 830; e a Pampulha, 828. Fora de BH, Nova Lima se destacou com 1.028 imóveis vendidos, o que representa 13,6% do total.








