A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, em segundo turno, o projeto de lei que autoriza uma revisão salarial de 5,4% para os servidores civis e militares do estado em 2026. A medida tem como objetivo recompor as perdas causadas pela inflação do ano passado, que foi de 4,26%, e o pagamento será retroativo a 1º de janeiro. Os projetos seguem agora para a sanção do governador Mateus Simões, que assumiu o cargo após a saída de Romeu Zema para a pré-campanha presidencial. Devido às regras do ano eleitoral, aumentos com ganho real precisam entrar em vigor até o dia 4 de abril, data que marca o limite de 180 dias antes da eleição.
Além dos servidores do Executivo, os deputados aprovaram recomposições salariais para outras instituições públicas. Os funcionários do Tribunal de Justiça e do Ministério Público de Minas Gerais terão uma revisão de 5,53%, retroativa a 1º de maio de 2025, com base no índice oficial de inflação do período. Já a Defensoria Pública garantiu um reajuste de 4,44%, retroativo a fevereiro de 2026, também acompanhando a inflação anual. A própria Assembleia Legislativa aprovou para seus servidores uma revisão de 5,40%, que soma a inflação a um complemento de 1,83%.
O Tribunal de Contas do Estado terá a maior revisão aprovada, com o índice de 10,94% a partir de janeiro de 2026. Esse percentual refere-se à soma da inflação de 2014 e 2025, anos em que não houve recomposição para a categoria, e atinge cargos comissionados, gratificações e o adicional de desempenho. Com a aprovação pelo Legislativo, todos os textos dependem agora apenas da assinatura do governador para que os novos valores sejam aplicados nas folhas de pagamento dos órgãos mineiros.








