O agravamento do conflito no Oriente Médio já começa a gerar reflexos no bolso dos mineiros. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), a restrição no fornecimento de combustíveis e o aumento nos preços já são realidade nos postos do estado.
A crise foi desencadeada após o bloqueio do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã, rota por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. A medida foi uma resposta aos ataques de Estados Unidos e Israel contra o território iraniano, elevando a tensão e impactando diretamente o mercado internacional.
Em Minas, os efeitos já são sentidos. Segundo o Minaspetro, revendedores relatam que a Vibra, subsidiária da Petrobras e maior distribuidora de combustíveis do país, está racionando o fornecimento de etanol, gasolina e diesel para os postos.
A Vibra informou, por meio de nota, que enfrentou problemas climáticos pontuais nesta semana, o que afetou temporariamente o abastecimento no estado. A empresa garantiu que a situação já foi normalizada e que o atendimento à rede está 30% acima da média. Orientou ainda que os revendedores procurem seus líderes de território em caso de dúvidas.
Paralelamente, a alta nos preços já mobilizou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). O órgão pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue os recentes reajustes, que ocorrem mesmo sem alterações nos valores praticados pela Petrobras, principal fornecedora nacional. Além de Minas, sindicatos de outros estados também relataram aumentos nos últimos dias.








