O Brasil ocupa a segunda posição no ranking global de tempo diário dedicado às redes sociais, segundo dados da DataReportal, que também destaca Instagram, TikTok e YouTube como as plataformas mais usadas no país.
O aumento do uso das redes sociais no cotidiano é acompanhado pelo crescimento expressivo no número de influenciadores digitais nos últimos anos. Dados da Influency.me apontam que, entre março de 2024 e março de 2025, o volume de criadores de conteúdo cresceu 67%, saltando de 1.2 milhão para 2 milhões.
“Esse crescimento reflete o protagonismo digital do Brasil e a consolidação da influência digital como profissão. Os produtores de conteúdo não apenas promovem produtos e serviços, mas exercem papel fundamental na publicidade ao engajar suas comunidades e conquistar a confiança dos seguidores por meio de credibilidade e conexão autêntica.”
No aspecto de gênero, 56% dos influenciadores declararam ser do sexo feminino enquanto 43% se identificam como do sexo masculino. Já 1% se declara como marca, não inserindo gênero.
“Antigamente, os jovens queriam ser jogadores de futebol. Hoje em dia, a profissão dos sonhos é ser influenciador”, observa Azevedo. A atração pelo aparente glamour da carreira tem conquistado muitas pessoas, especialmente os mais novos, que buscam reconhecimento e autonomia.
No entanto, ele pontua, os desafios da profissão vão além da exposição nas redes sociais.
“A gestão de audiência, a criação constante de conteúdo relevante e o atendimento às expectativas das marcas tornam a influência digital uma carreira extremamente exigente, que vem demandando cada vez mais dos profissionais”, afirma o executivo.
“Com número crescente de influenciadores disponíveis, marcas e audiência estão mais exigentes. Isso requer dos criadores uma abordagem mais estruturada, que inclua roteiros bem elaborados, cenários cuidadosamente planejados e um nível elevado de qualidade em gravações e edições”, complementa Azevedo.