Um levantamento do Ministério da Saúde revelou um aumento de até 60% nos atendimentos médicos relacionados à má qualidade do ar, devido à seca e aos incêndios em várias regiões do Brasil. Embora os dados oficiais ainda não tenham sido consolidados, essa estimativa foi baseada em relatos de profissionais de saúde.
Nesta segunda-feira (26), o governo federal discutiu os impactos das queimadas em São Paulo e alertou para o crescimento dos casos de problemas respiratórios. O monitoramento em tempo real nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ainda não está disponível, mas a análise dos números será feita futuramente.
Desde a última sexta-feira (23), São Paulo registrou um aumento significativo nos focos de incêndio, com 1,8 mil registros em um único dia, o maior número desde 1998. O governo federal suspeita que as queimadas tenham sido provocadas intencionalmente, enquanto o estado investiga as possíveis conexões entre os eventos.
Diante dessas condições climáticas adversas, o Ministério da Saúde orienta as autoridades a considerarem suspender aulas e atividades físicas em ambientes abertos. A recomendação é evitar a exposição prolongada à fumaça, manter-se hidratado e prestar atenção especial a grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias preexistentes. Para quem precisar se expor ao ar livre, o uso de máscaras de proteção é aconselhado.