
Bad Bunny no Super Bowl 2026: espetáculo, política e cifras
O show do intervalo do Super Bowl LX, realizado em 8 de fevereiro de 2026 no Levi’s Stadium, em Santa Clara (Califórnia), ultrapassou as fronteiras do esporte e se transformou em um fenômeno cultural, político e financeiro. O artista Bad Bunny foi o protagonista do halftime show, marcando a primeira vez que um artista latino e quase totalmente em espanhol liderou o espetáculo — com participação de grandes nomes como Lady Gaga e Ricky Martin no palco.
🎶 Repercussão artística e cultural
O show exibiu referências à identidade cultural latino-americana e incluiu performances que celebraram a herança de Porto Rico e das Américas. A apresentação não foi apenas um espetáculo musical, mas também incorporou elementos simbólicos e mensagens sobre identidade e unidade — e se tornou um dos momentos mais comentados do evento.
Enquanto grande parte do público celebrou a performance e a representatividade, ela também acendeu debates políticos, especialmente nos Estados Unidos, ainda em meio a tensões sobre imigração, identidade e cultura.
⚡ Críticas políticas e reação de Donald Trump
Entre as reações mais fortes está a de Donald Trump, ex-presidente e liderança do cenário político conservador norte-americano, que classificou a apresentação como “terrível” e “ofensiva aos valores americanos”. Em publicações nas redes sociais, Trump disse que a performance não representava “os padrões de sucesso e criatividade do país”, atacando a escolha do artista e parte do conteúdo exibido.
A crítica fez eco em alguns segmentos políticos, incluindo setores da direita brasileira que também repercutiram o tema nos últimos dias, discutindo a performance e sua narrativa cultural e política na grande final da temporada de futebol americano.
💰 Custos de produção e economia do espetáculo
Apesar de toda a visibilidade, Bad Bunny não recebeu um cachê milionário pelo show — uma tradição do Super Bowl. A NFL (liga de futebol americano) não paga diretamente aos artistas pela participação no halftime show, cobrindo apenas despesas e custos de produção, além dos pagamentos mínimos estipulados por sindicatos, que podem ser simbólicos em comparação ao alcance do evento.
Especialistas estimam que a produção completa do intervalo — incluindo montagem de palco, efeitos especiais, som, iluminação, logística e equipe técnica — pode custar entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões ou mais, assumidos pela NFL e seus parceiros.
Esse investimento se dá porque o halftime show é considerado um dos maiores espetáculos televisivos do ano, tirando proveito da audiência global de centenas de milhões de pessoas sintonizadas no jogo. Além disso, o Super Bowl em si movimenta valores astronômicos em publicidade: um comercial de 30 segundos na transmissão chega a custar cerca de US$ 10 milhões, refletindo o valor incomparável do evento como plataforma de marketing.
🏟️ Impacto além do entretenimento
O halftime show de 2026 reuniu uma audiência histórica e impulsionou conversas sobre representação cultural, política e mercado de entretenimento global — tudo isso envolvendo vozes artísticas, figuras políticas e fãs ao redor do mundo. Bad Bunny transformou um palco esportivo em palco de discussão cultural enquanto milhões assistiam ao vivo, reforçando que o Super Bowl já não é apenas um jogo, mas um grande evento de cultura pop, política e negócios









