A atriz francesa Brigitte Bardot morreu neste domingo (28), aos 91 anos. A informação foi confirmada pela fundação que leva seu nome, dedicada ao bem-estar animal. A causa da morte não foi divulgada.
Ícone do cinema nas décadas de 1950 e 1960, Bardot tornou-se símbolo de liberdade e sensualidade com filmes como “E Deus Criou a Mulher” (1956) e “O Desprezo” (1963). Conhecida na França pelas iniciais “BB”, ela também teve uma carreira musical de sucesso e influenciou gerações com seu estilo despojado e visual desgrenhado, copiado por estrelas como Jane Fonda e, décadas depois, por modelos como Kate Moss.
Em 1973, aos 39 anos, a atriz surpreendeu o mundo ao anunciar sua aposentadoria das telas. Mudou-se para Saint-Tropez, no sul da França, e dedicou o resto da vida ao ativismo pela proteção dos animais, por meio da Fundação Brigitte Bardot.
Brigitte Bardot e o Brasil
Sua conexão com o Brasil ficou famosa em 1964, quando desembarcou no Rio de Janeiro para escapar do assédio da imprensa europeia. Refugiou-se em Búzios, então uma vila de pescadores, e ajudou a transformar o local em um dos destinos turísticos mais cobiçados do país. A atriz chegou no Rio de Janeiro acompanhada do então namorado, Bob Zagury, jogador de basquete do Flamengo.
A francesa era vista de pés descalços, dirigindo em um Fusca vermelho e caminhando tranquilamente pela Praia de Manguinhos. A história não era de pescador, e chegou a retornar para a cidade, se tornando cidadã honorária. Ela tem uma orla com seu nome e uma estátua.
Bardot deixou mais de 40 filmes e um legado que transcende o cinema, marcado por sua personalidade forte, sua vida pessoal intensa e sua dedação incondicional à causa animal.








