O número de internações por doenças respiratórias aumentou em Belo Horizonte e Contagem nas últimas semanas. Enquanto na capital, a situação está controlada, na cidade da região metropolitana, a situação é de emergência.
O Hospital Infantil João Paulo II, teve crescimento de 65% na procura do pronto-socorro. As internações também subiram 38% em relação ao período fora da sazonalidade.
Para dar conta da demanda, a unidade ganhou sete novos leitos de UTI e 19 de enfermaria, abriu dois consultórios de pronto atendimento e criou mais cinco pontos na sala de medicação. Além disso, 150 novos profissionais foram contratados.
A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte diz que o aumento já era esperado para esta época do ano (março a junho) e que, por enquanto, o sistema não está sob pressão. Mesmo assim, há um plano de enfrentamento com abertura gradual de leitos e ampliação de serviços conforme a necessidade.
A situação é mais grave em Contagem, na Grande BH. A prefeitura decretou na terça-feira (7) situação de emergência em saúde pública por causa do alto número de doenças respiratórias, especialmente entre crianças e idosos. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o município já registrou 21 mortes e 381 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026.
Outros hospitais da rede Fhemig, como o Júlia Kubitschek e o Eduardo de Menezes, também já operam com capacidade ampliada e podem abrir mais leitos de UTI se necessário. O estado diz que, até agora, o aumento expressivo só foi confirmado no João Paulo II; as demais unidades seguem em monitoramento. A Secretaria de Saúde antecipou medidas para o período crítico: ampliação de leitos, reforço de equipes e intensificação da vacinação em todo o estado.





