Minas Gerais registrou 6.189 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026, de acordo com os dados da Secretaria Estadual de Saúde. O período entre os meses de março e maio costuma ser o mais crítico e já causa pressão nas unidades de saúde, com previsão de que a situação piore nas próximas semanas. Em Belo Horizonte, a prefeitura contabilizou 814 crianças internadas por doenças respiratórias neste ano, e a Região Metropolitana também apresenta números altos.
Para lidar com o aumento da demanda, a Secretaria de Estado de Saúde anunciou medidas para aumentar a capacidade de atendimento. No Hospital Infantil João Paulo II, foram criados 19 novos leitos de enfermaria, enquanto o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII recebeu sete novos leitos de UTI pediátrica. As equipes de saúde terão o reforço de médicos, enfermeiros e técnicos, e a expectativa é que as novas vagas sejam preenchidas em pouco tempo. Outros hospitais da rede Fhemig também estão aumentando os serviços de pronto-atendimento para oferecer uma resposta rápida aos pacientes.
A vacinação é apontada como a forma principal de prevenir a doença. A vacina contra a gripe está disponível para os grupos prioritários, que incluem idosos, gestantes e crianças com idade entre 6 meses e 6 anos. Além dessa, as unidades de saúde oferecem imunizantes contra a Covid-19, a pneumonia e a influenza tipo B. Neste ano, o estado também realiza a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório, com o objetivo de transferir a proteção para o bebê durante a gravidez.








