
O governo federal oficializou, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, uma nova tabela do Imposto de Renda (IR) que traz mudanças significativas nas faixas de tributação para pessoas físicas. A principal novidade é a isenção total do imposto para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além de uma redução gradual para quem recebe entre R$ 5 000,01 e R$ 7 350, beneficiando milhões de contribuintes e impactando diretamente o bolso dos trabalhadores já a partir do pagamento de fevereiro.
Principais mudanças na tabela do IR
As alterações foram introduzidas por meio de regras complementares à tabela tradicional do IR, criando faixas adicionais de isenção e redução que se aplicam simultaneamente ao cálculo usual da Receita Federal.
Quem fica isento de pagar Imposto de Renda?
- Contribuintes com renda mensal até R$ 5.000 passam a ter isenção total do imposto.
- A isenção vale para trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas, desde que a soma das fontes de rendimento do mês não ultrapasse o limite.
Quem paga menos imposto?
- Para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, há uma redução parcial e progressiva do imposto:
- Quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5 mil, maior o desconto;
- Quanto mais próxima de R$ 7 350, menor o benefício.
- A redução é aplicada por meio de um redutor fixo que diminui conforme aumenta a renda até esse teto.
Quem continua pagando imposto normalmente?
- Rendimentos acima de R$ 7.350 mensais voltam ao cálculo tradicional, sem redução adicional da nova regra.
📅 Validade e impacto
As novas regras valem para salários pagos a partir de janeiro de 2026, com efeitos já percebidos no pagamento de fevereiro. Também serão consideradas na Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2027, que abrange os rendimentos deste ano.
Segundo estimativas do governo, cerca de 16 milhões de contribuintes serão beneficiados com a isenção e as reduções, aliviando a carga tributária sobre grande parte da classe trabalhadora.
📌 Como ficam as alíquotas
Além da isenção ampliada, a tabela tradicional de alíquotas permanece a mesma e é aplicada para quem recebe acima de R$ 7.350. Segue o modelo em vigor:
Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026 (para rendas acima de R$7.350):
- Até R$ 2.428,80 — Isento
- De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65 — 7,5% (dedução de R$ 182,16)
- De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 — 15% (dedução de R$ 394,16)
- De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 — 22,5% (dedução de R$ 675,49)
- Acima de R$ 4.664,68 — 27,5% (dedução de R$ 908,73)
🧾 O que muda na declaração anual
A nova regra também prevê benefícios na declaração anual do Imposto de Renda (ano-calendário 2026):
- Isenção anual para quem ganhar até R$ 60 mil ao longo do ano;
- Redução gradual de imposto para rendimentos entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200;
- Acima desse patamar, o imposto é calculado normalmente.
📣 Repercussão econômica
Especialistas em tributos ressaltam que a ampliação da faixa de isenção representa um alívio fiscal para a classe média e trabalhadores assalariados, reduzindo a carga sobre salários que antes estavam sujeitos ao imposto. Ao mesmo tempo, a medida pode impactar a arrecadação federal — um dos desafios para a política pública nos próximos anos.
🧠 Quem deve ficar atento
- Trabalhadores com mais de uma fonte de renda (salário + aluguel ou outro emprego) precisam verificar na declaração anual se a soma dos rendimentos mantém o limite de isenção.
- A regra também se aplica ao 13º salário.
📌 Em resumo
✔️ Quem ganha até R$ 5 mil por mês está isento de Imposto de Renda em 2026.
✔️ Quem recebe até R$ 7.350 tem redução gradual de imposto.
✔️ Salários acima desse valor voltam à tributação normal.





