A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) moveu uma ação civil pública contra os donos da Clínica Odontológica Dra. Camilla Groppo, investigada por um surto de microbactéria em pacientes submetidos a procedimentos pela ‘lipo de papada’. Segundo a Polícia Civil ao menos 24 vítimas foram identificadas, com casos de infecções graves e danos morais, materiais e estéticos.
A defensoria tomou conhecimento do caso ao atender mulheres que realizaram lipoaspiração de papada e bichectomia (remoção de gordura das bochechas) entre o final de 2023 e início de 2024. De acordo com o órgão, as pacientes relataram ter sido atraídas por propagandas nas redes sociais que destacavam a dentista como especialista e prometiam procedimentos rápidos, indolores e sem riscos à saúde, com possibilidade de retorno às atividades no mesmo dia. Os preços eram apontados como atrativos.
A Defensoria afirmou que a clínica realizou agendamentos e cirurgias sem avaliação prévia ou esclarecimento sobre riscos. Denúncias das vítimas, inspeções da Vigilância Sanitária e dados do inquérito policial (que apura crimes de lesão corporal) apontaram falhas graves, como ausência de produtos básicos de higiene e esterilização inadequada de instrumentos.
A ação destaca que as práticas irregulares da clínica geraram lucros, mas também riscos à sociedade, com a propagação de infecções e custos ao sistema público de saúde. A DPMG pediu o bloqueio de bens dos responsáveis (no mínimo R$ 2,5milhões) para indenizações, além de reparação por danos morais coletivos (R$ 500 mil) e condenação dos réus ao pagamento de compensações individuais por prejuízos materiais, estéticos e emocionais.
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