O empresário Esdras Jônatas dos Santos foi preso na Flórida, nos Estados Unidos, pelo serviço de imigração do país, o Immigration and Customs Enforcement, na quinta-feira, 9 de abril. Ele está detido no Glades County Detention Center, em Moore Haven, sob responsabilidade do órgão migratório americano. Esdras é investigado no Brasil por suspeita de financiar e organizar mobilizações contra o resultado das eleições de 2022 e possui um mandado de prisão em aberto expedido pelo Supremo Tribunal Federal.
Na capital mineira, o empresário foi identificado como um dos líderes do acampamento em frente ao quartel do Exército, onde manifestantes pediam intervenção militar e a anulação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Devido às investigações, o ministro Alexandre de Moraes determinou, no início de 2023, o bloqueio de suas contas bancárias, o cancelamento de seu passaporte e a proibição do uso de redes sociais. A Polícia Federal indica que Esdras viajou para os Estados Unidos na madrugada de 10 de janeiro de 2023, logo após as invasões em Brasília, com uma passagem comprada pouco antes do voo.
Embora não estivesse presente nos atos na capital federal, as investigações apontam que ele acompanhou a saída de ônibus de Belo Horizonte com destino a Brasília. A prisão em território americano ocorreu após denúncias enviadas por um advogado de outros réus do caso às autoridades dos Estados Unidos e representações brasileiras. O advogado justificou a denúncia mencionando o envolvimento do empresário em atos contra a democracia e a existência de ordens judiciais de prisão no Brasil. Esdras Jônatas dos Santos permanece à disposição das autoridades migratórias na unidade localizada ao norte de Miami.






