O número de vítimas que morreram devido às chuvas nas cidades de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, subiu para 31. O Corpo de Bombeiros confirmou 25 mortes em Juiz de Fora e seis em Ubá. Além disso, 38 pessoas continuam desaparecidas, sendo 36 em Juiz de Fora e duas em Ubá. Equipes de socorro trabalham na busca por essas pessoas e na limpeza das ruas atingidas. Ao todo, 62 agentes atuam em Juiz de Fora, 49 em Ubá e outros 14 foram enviados para Matias Barbosa, onde ainda não há registros de óbitos.
O Instituto Nacional de Meteorologia explicou que as tempestades ocorrem por causa de uma instabilidade na atmosfera e que a chuva deve continuar no estado até a próxima sexta-feira, dia 27 de fevereiro, principalmente na Zona da Mata e no Vale do Rio Doce. A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, afirmou que novos incidentes podem acontecer devido à continuidade do tempo chuvoso. A Defesa Civil local informou que este é o mês de fevereiro com maior volume de água na história da cidade, acumulando 584 milímetros. Até agora, 13 pessoas foram resgatadas e levadas ao pronto-socorro, enquanto 440 pessoas estão sem suas casas.
Durante as chuvas, o Rio Paraibuna e vários córregos transbordaram, o que causou alagamentos, desabamentos de imóveis e deslizamentos de terra com pessoas soterradas. Em entrevista coletiva realizada na terça-feira, dia 24 de fevereiro, a prefeitura recomendou que os moradores de áreas com risco máximo deixem suas residências e procurem os abrigos municipais. A orientação para quem vive em locais seguros é evitar sair de casa para não enfrentar os pontos de alagamento e deslizamentos nas vias públicas.





