A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou uma mulher suspeita de envenenar e matar os dois filhos, um menino de 12 anos e uma jovem de 18, em BH. As mortes ocorreram em dezembro de 2024. Segundo o delegado Humberto Júnior, da Delegacia de Homicídios de Venda Nova, ela será processada por homicídio quadruplamente qualificado na morte do filho mais novo e triplamente qualificado no caso da filha.
As qualificadoras incluem motivo torpe, uso de veneno e emprego de meio que dificultou a defesa das vítimas. No caso do adolescente, soma-se o crime contra menor de 14 anos. Durante as investigações, a polícia recuperou mensagens em que a mulher pesquisou cerca de 130 vezes sobre envenenamento por “chumbinho” e dosagens letais para crianças.
O delegado afirmou que os indícios apontam premeditação, mas a suspeita nega as acusações. Segundo relatos, ela não soube detalhar os fatos durante interrogatório e evitou responder perguntas. Os corpos das vítimas foram encontrados em casa após ingestão da substância. O caso segue sob análise do Judiciário.
Relembre os crimes em BH
Segundo informações do boletim de ocorrência, o menino começou a passar mal durante a noite. A mãe relatou que ele teve dores de cabeça e começou a suar, sendo levado para a UPA Venda Nova pelo pai e um tio. A jovem de 18 anos também apresentou sintomas semelhantes e foi levada ao mesmo hospital pouco depois. Ambos foram transferidos para o Hospital João XXIII, onde permaneceram internados até a morte.
A Polícia Civil realizou perícia na casa da família e recolheu materiais para análise. Exames confirmaram que a jovem faleceu devido à intoxicação por carbamato e organofosforado, substâncias comumente encontradas em inseticidas.
O pai das crianças relatou à polícia que se separou da mãe há cinco meses por conta de desentendimentos. Ele afirmou que, em uma ocasião anterior, passou mal após ingerir café preparado pela ex-companheira. Além disso, mencionou que os filhos estavam frequentemente adoecendo nos últimos meses. Mensagens enviadas pela mãe antes dos acontecimentos sugerem um possível agravamento de sua saúde mental.
Em depoimento, a mãe negou saber a causa do envenenamento e informou fazer uso de medicamentos para tratamento psiquiátrico. Um irmão da suspeita também afirmou que ela vinha apresentando comportamentos preocupantes.
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