O Ministério Público de Minas Gerais e a Polícia Militar deflaragram na manhã desta quarta-feira (6) a segunda fase da Operação Vulcano. Cinquenta e seis mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos para desarticular uma organização criminosa que vendia armas e munições de forma ilegal em Belo Horizonte e região metropolitana, abastecendo autores de crimes violentos e traficantes.
Dados parciais apontam a prisão de 11 pessoas – dez com antecedentes criminais – e a apreensão de 20 armas de fogo (pistolas, revólveres e rifles), 1,4 mil munições de diversos calibres, 307 pedras de crack, 306 pinos de cocaína, uma barra de maconha e cerca de R$ 33 mil em dinheiro.
Os mandados são cumpridos em Belo Horizonte, Betim, Contagem, Santa Luzia, Ibirité, Sarzedo, Ribeirão das Neves, São Joaquim de Bicas, Pompéu, Januária, Mário Campos, Capelinha e Montes Claros. As ordens judiciais se basearam em informações extraídas de celulares apreendidos, interceptações telefônicas, dados de redes sociais e operações bancárias dos alvos.
Na primeira fase da operação, em dezembro de 2025, 17 pessoas foram presas, com apreensão de 33 armas, mais de 7 mil munições e R$ 108 mil. As investigações começaram no primeiro semestre de 2025, a partir de informações sobre um CAC (caçador, atirador e colecionador) que, com apoio de comparsas, desviava munições do comércio regular para revender a organizações criminosas. Entre as munições desviadas havia milhares de cartuchos de alta potência (fuzis 5.56 e 7.62) e calibre 9 mm.
O MPMG também apurou que alguns denunciados receptavam armas de fogo desviadas da 1ª Delegacia da Polícia Civil do Barreiro, em Belo Horizonte, para venda ilegal. O cumprimento dos mandados conta com a participação de promotores e servidores do Gaeco, 250 policiais militares, nove policiais penais e servidores da Sejusp.






