O estado de Minas Gerais terminou o ano de 2025 com 274 mortes por afogamento, o que representa um aumento de 11% em comparação aos 246 óbitos registrados no ano anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (12) pelo Corpo de Bombeiros e mostram que a maioria das mortes ocorreu no interior do estado, com 249 casos, enquanto a Região Metropolitana de Belo Horizonte registrou 25 vítimas. O levantamento aponta que os locais mais comuns para esses acidentes são rios, represas e cachoeiras, e que a maior parte das vítimas são jovens adultos entre 18 e 39 anos.
A preocupação das autoridades aumentou após o registro de cinco mortes apenas no último domingo em diferentes cidades mineiras. Em Varginha, um adolescente de 16 anos morreu no Rio Verde após ficar submerso por 50 minutos. Em Pimenta, outro jovem de 16 anos se afogou em uma represa e foi encontrado a seis metros de profundidade. Na estrada entre Ouro Preto e Ouro Branco, um homem de 27 anos com histórico de epilepsia morreu afogado perto de uma ponte. Em São Pedro da União, um rapaz de 23 anos foi encontrado preso a pedras em uma cachoeira, e em Baependi, um homem de 44 anos morreu após se afogar em uma queda d’água, apesar das tentativas de socorro de banhistas.
O Corpo de Bombeiros explica que muitos desses acidentes acontecem em locais sem vigilância e poderiam ser evitados. As recomendações de segurança incluem evitar entrar em águas turvas ou desconhecidas e não deixar a água passar da linha da cintura, mesmo para quem sabe nadar. Os militares orientam que as pessoas nunca nadem sozinhas, mantenham supervisão constante sobre crianças e adolescentes e não consumam bebidas alcoólicas antes de entrar na água. Também é importante respeitar as sinalizações e evitar áreas que não possuem guarda-vidas. Em casos de emergência, a instrução é ligar para o número 193 e não tentar fazer o resgate sem treinamento, para evitar que quem tenta ajudar também se torne uma vítima.







