Álvaro Damião (União Brasil) assumiu oficialmente como o 51º prefeito de Belo Horizonte nesta quinta-feira (3), substituindo Fuad Noman (PSD), que faleceu em 26 de março.
A cerimônia foi presidida pelo presidente do Legislativo Juliano Lopes (Podemos). Em seu discurso após assinar o termo de posse, Damião destacou o desafio de conciliar sua própria agenda com o legado de Fuad. Na sequência, o prefeito apresentou a prestação de contas da gestão anterior.
Álvaro já estava interinamente no cargo desde o dia 3 de janeiro, quando Fuad Noman esteve de licença médica durante sua internação no Hospital Mater Dei, na capital, para tratar de pneumonia e de linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que causou a morte do político.
Damião anunciou a intenção de enviar à Câmara Municipal um projeto para criar duas novas pastas: a Secretaria de Relações Internacionais (desmembrada da atual Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Relações Internacionais) e a Secretaria de Vilas e Favelas (elevando a antiga Coordenadoria ao primeiro escalão). Se aprovada, a reforma aumentará de 14 para 20 o número de secretarias na administração municipal.
Quem é Álvaro Damião?
Nascido em Belo Horizonte, Álvaro Damião, de 54 anos, é radialista e jornalista conhecido por seus programas na Rádio Itatiaia e na TV Alterosa. Ingressou na política em 2016, quando foi eleito vereador com 10.869 votos, cargo para o qual foi reeleito em 2020 (12.742 votos). Em 2024, tornou-se vice na chapa de Fuad Noman, vencendo o pleito com 53,73% dos votos válidos (670.574 votos) no segundo turno contra Bruno Engler (PL).
Antes da prefeitura, fundou o Instituto Bacana Demais, projeto social que atendeu mais de 20 mil pessoas na capital e região metropolitana com iniciativas em educação, saúde e assistência jurídica. Sua trajetória legislativa inclui cargos como líder de bancada e segundo vice-presidente da mesa diretora na Câmara de BH.
Agora à frente do Executivo, Damião herdará as políticas implementadas por Fuad, incluindo reformas administrativas recentes, enquanto busca imprimir suas próprias diretrizes na gestão da capital mineira.
Em caso de ausência de Damião, quem assume o cargo?
A legislação eleitoral não prevê a nomeação de um novo vice-prefeito, assim como no período em que Fuad Noman esteve à frente da PBH após a renúncia de Alexandre Kalil em 2022, quando disputou às eleições para o Governo de Minas.
Dessa forma, em caso de afastamento de Álvaro Damião ou em viagem ao exterior, a chefia da Prefeitura passa ao presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Juliano Lopes (Podemos). Caso nem o prefeito nem o presidente da Câmara possam assumir, a responsabilidade recai sobre o Procurador-Geral do Município, cargo atualmente ocupado por Hércules Guerra.
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