A deputada federal Duda Salabert (PDT) foi incluída em um álbum de reconhecimento fotográfico utilizado pela Polícia Civil de Pernambuco em uma investigação de roubo de celular, ocorrido em Recife. A também deputada Érika Hilton (PSOL) aparece no mesmo material.
O caso veio à tona após a vítima do crime descrever a suspeita e receber imagens de um banco de dados com possíveis autoras. Segundo a Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, responsável por comunicar as parlamentares, houve ainda um pedido de prisão preventiva contra ambas.
A Defensoria aponta que a seleção das fotos não seguiu critérios técnicos e teria se baseado em características como gênero e raça. Para Duda Salabert, a inclusão evidencia uma prática discriminatória. A deputada afirmou que o episódio reflete uma cultura institucional que associa pessoas trans e negras à criminalidade.
O crime investigado ocorreu em fevereiro de 2025, mas o reconhecimento fotográfico foi realizado mais de 40 dias depois. O álbum apresentado à vítima continha seis imagens, o que, segundo a Defensoria, compromete a validade do procedimento.
O órgão informou que já solicitou a nulidade do processo e do pedido de prisão preventiva. Duda Salabert afirmou que adotará medidas para que o caso seja apurado e cobrou esclarecimentos das autoridades responsáveis. A deputada Erika Hilton protocolou pedido de apuração junto ao Ministério Público de Pernambuco (MP-PE). Ela também cobrou explicações da governadora do estado.








